Em celebração aos 25 anos de carreira do tenor gaúcho Flávio Leite, o projeto
Terça Lírica
realiza edição especial nesta terça-feira, às 19h, no Palácio da Justiça (Praça Mal. Deodoro, 55). Em dueto com o pianista Patrick Menuzzi, Flávio interpreta canções e árias de compositores LGBTQIAPN+ como Francis Poulenc, Benjamin Britten, Samuel Barber e Leonard Bernstein, refletindo vivências afetivas e a luta por visibilidade dessa comunidade. Intitulado a partir de uma citação de Oscar Wilde em seu julgamento no século XIX, o espetáculo O Amor que não ousa dizer seu nome conta com dramaturgia cênica de Camila Bauer e participações do bailarino Maurício Miranda, da drag queen Cassandra Calabouço e da performer Fayola Ferreira. A entrada é gratuita. Fundador e presidente da Companhia de Ópera do RS, Flávio, além de diretor cênico, acumula 65 personagens em óperas apresentadas nos principais teatros do País.
O músico Luiz Antônio Silva, conhecido como
Totonho,
morreu na última quinta-feira, aos 69 anos. A informação foi confirmada pelo grupo Raça, banda de samba que o artista ajudou a fundar. A causa da morte não foi revelada. "Totonho foi muito mais que um músico; foi uma alma generosa, sorriso fácil e presença que iluminava qualquer roda", diz nota publicada pelo grupo nas redes sociais. O velório ocorreu no cemitério de Inhaúma, no Rio de Janeiro. O grupo Raça foi criado em 1985 na zona norte carioca. Formado inicialmente por sete membros, a banda se notabilizou pelo pagode romântico, gênero em alta entre os anos 1980 e 1990. Com Totonho, o grupo lançou sucessos como O Teu Chamego e Seja Mais Você.
Morreu na sexta-feira o engenheiro de áudio e técnico de som
Marcos Abreu,
um dos nomes fundamentais da produção musical no Rio Grande do Sul. Ele tinha 64 anos, e teve o falecimento confirmado por amigos nas redes sociais. Durante cerca de quatro décadas de carreira, Marcos Abreu trabalhou em literalmente milhares de gravações, a maioria delas ligadas a artistas gaúchos. Os créditos incluem, entre muitos outros, nomes como Nei Lisboa, Renato Borghetti, Vitor Ramil, Bebeto Alves e bandas como Fresno, TNT, Cachorro Grande, Nenhum de Nós e Papas da Língua. Além da masterização, outra de suas especialidades era a restauração e recuperação de fonogramas históricos, tanto de antigos lançamentos em disco quanto em fitas analógicas, tarefa na qual obteve reconhecimento internacional. Ele também destacou-se na acústica, tendo atuado em conexão com projetos arquitetônicos como o Teatro Unisinos, os estúdios do Centro Cultural da Ufrgs e a Casa da Ospa.


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