Todo início de carreira é feito de perguntas. Como crescer, fazer boas escolhas, aprender com os erros e lidar com as incertezas? A resposta, para muitos jovens, está em ouvir quem já percorreu o caminho. Uma pesquisa do CIEE-RS revelou que 95% dos estagiários e aprendizes têm interesse em participar de programas de mentoria - um espaço de diálogo entre a vontade de aprender e a experiência de quem já conquistou seu lugar no mercado.
Mesmo que quase 70% dos jovens se considerem preparados para o trabalho, muitos ainda sentem insegurança diante dos primeiros desafios profissionais. É nesse momento que a mentoria ganha força: uma troca que orienta, inspira e fortalece a confiança. Entre os temas mais procurados estão desenvolvimento de carreira, inteligência emocional, comunicação e liderança - assuntos que refletem a busca por autoconhecimento e protagonismo.
Mais do que uma tendência, a mentoria expressa um desejo genuíno: o de construir caminhos com propósito, aprendendo juntos - quem está começando e quem já descobriu que compartilhar o que sabe também é uma forma de evoluir.
A pesquisa também mostra diferentes preferências sobre como aprender. Três em cada dez jovens preferem mentorias em grupo, enquanto outros 36% valorizam o acompanhamento individual. Já 35% afirmam que o mais importante é o conteúdo, independentemente do formato. Esses números reforçam que o interesse está menos na forma e mais na essência: a troca genuína de experiências.
Para o CEO do CIEE-RS, Lucas Baldisserotto, a mentoria é um ponto de encontro entre gerações: “É um espaço privilegiado onde a experiência encontra o potencial, gerando oportunidades de crescimento para ambos os lados”.
As empresas também reconhecem o valor dessa prática. Mais da metade vê a mentoria como uma estratégia eficaz de desenvolvimento, e 53% já oferecem programas voltados a estagiários e aprendizes. A maioria aposta em modelos híbridos, que combinam vivências, cursos e conversas com profissionais experientes.
CIEE-RS