O médico oncologista, bibliófilo e escritor Gilberto Schwarstmann tem se dedicado, nos últimos tempos, também à dramaturgia. Reuniu, neste ano, em um único volume, quatro peças que têm, como tema comum, o amor aos livros (Sulina), todas elas já encenadas: “Pequeno trabalho para velhos palhaços”, que se passa em um centro geriátrico; “Hetpamerion”, que ocorre em uma luxuosa mansão em Gramado, na serra gaúcha, onde alguns ricaços desocupados se refugiam durante a covid 19 (alusão ao “Decameron” de Boccaccio, claramente), “Gabinete de curiosidades”, que apresenta a discussão entre oráculos gregos e, agora, recentemente apresentado no teatro do Centro Cultural da Santa Casa, “A livraria do amor”. Dramaturgicamente, este é o texto mais amadurecido e melhor desenvolvido, escapando de citações e alusões explicitamente literárias, constituindo uma espécie de paráfrase e paródia aos velhos romances folhetins que se publicavam nos rodapés dos jornais, sobretudo na segunda metade do século XIX.
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