A dramaturgia brasileira que, ao contrário do que muitos podem pensar, não é nada pobre, se considerarmos todo o ciclo produzido a partir dos anos 1960, com Boal, Guarnieri, Vianinha, etc., e., depois, com Chico Buarque (excelente dramaturgo, cm um caminho muito pessoal em sua criação, bem diverso do que faz na poesia e no romance) e Naum Alves de Souza, por exemplo, conta, com revelações na primeira metade do século XX, com seus dois maiores dramaturgos, Nelson Rodrigues e Jorge Andrade. A complexidade da obra de cada um deles coloca-os ao lado daqueles outros poucos que, em cada país, foram capazes de inscrever seus nomes na ribalta de cada teatro, como, no caso dos Estados Unidos, Arthur Miller, Eugene O’Neill ou Tenesse Williams. No caso brasileiro, isso é mais notável pela evidente falta de apoio a que o desenvolvimento artístico sempre foi condenado, em especial o teatro, cujas realizações, por mais simples que sejam, sempre custam um bom dinheiro (uma das armas, aliás, usadas pela ditadura pós 1964, como ocorreu com “Calabar”, por exemplo, que levou à falência Fernando Torres (marido de Fernanda Montenegro, proibido um dia antes de sua estréia (a ditadura tinha duas censuras, a do texto e, depois, a mais mortal, a do espetáculo).
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