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Repórter Brasília
Edgar Lisboa

Edgar Lisboa

Publicada em 28 de Outubro de 2026 às 18:39

Flávio Bolsonaro nos EUA

Paulo Pimenta (PT) - debate na Fecomércio e apresentação de propostas de pré-candidatos ao Senado Federal - Eleições 2026 - política

Paulo Pimenta (PT) - debate na Fecomércio e apresentação de propostas de pré-candidatos ao Senado Federal - Eleições 2026 - política

TÂNIA MEINERZ/JC
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A saída de Flávio Bolsonaro do País após as eleições desencadeou uma onda de ataques e acusações pesadas por parte dos parlamentares da base governista. O ministro gaúcho Paulo Pimenta (PT, foto) chamou o senador de "traidor da pátria e covarde", descrevendo o episódio como uma "tentativa gravíssima de escapar da ordem judicial". Pimenta foi além e exigiu a "revogação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro". A deputada federal gaúcha Daiana Santos (PCdoB) afirmou que a família Bolsonaro é "formada por covardes" e taxou a fuga do parlamentar como uma "vergonha". O deputado federal gaúcho Bohn Gass (PT) também subiu o tom, acusando Flávio de "escapar da Justiça" para não responder aos "inquéritos por lavagem de dinheiro e corrupção".


Ditadura e exílio

Na trincheira oposta, parlamentares gaúchos de direita saíram em defesa de Flávio Bolsonaro, justificando sua ida aos Estados Unidos como um ato de "sobrevivência política" ante uma "perseguição judicial". O senador Hamilton Mourão (Republicanos) disparou contra o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que o País vive sob o "Direito Xandônico, que persegue e prende a seu bel prazer". Para Mourão, a "perseguição à família Bolsonaro ultrapassou todo e qualquer limite". O deputado federal Sanderson (PL) tratou as intimações da Polícia Federal contra Flávio como a prova cabal de uma ditadura. "O adversário sendo constrangido e ameaçado pelo regime, em plena luz do dia! Ditadores covardes!", criticou. Maurício Marcon (Podemos) classificou a saída do País não como "fuga", mas afirmando que Flávio Bolsonaro estaria "rumo ao exílio". Já o deputado Bibo Nunes (PL) declarou: "Diante de tanta injustiça, a saída para Flávio e família foram os Estados Unidos!".


Novas regras para logística

Com forte adesão da bancada federal gaúcha - incluindo os deputados Alceu Moreira (MDB), Any Ortiz (PP), Marcel van Hattem (Novo) e Sanderson (PL) - um grupo de parlamentares protocolou um recurso para barrar a aprovação terminativa das novas regras para o setor de transportes e armazenagem. O objetivo é levar à votação no plenário o projeto de lei que regulamenta a atividade de operação logística. O grupo contesta o texto aprovado pela Comissão de Indústria, Comércio e Serviços (CICS). A principal crítica é com relação à limitação da responsabilidade civil das empresas ao valor da mercadoria em caso de acidentes. Segundo o recurso, a restrição "pode não ser suficiente para abranger prejuízos decorrentes de determinados acidentes".


Alerta fiscal para o Estado

O Tesouro Nacional publicou o Relatório de Gestão Fiscal (RGF) em Foco e os dados do segundo quadrimestre de 2026 mantêm o Rio Grande do Sul no topo dos rankings de endividamento. Embora tenha respeitado os limites de gastos com pessoal, o Estado detém a segunda maior Dívida Consolidada Líquida (DCL) do Brasil, comprometendo 168% de sua Receita Corrente Líquida (RCL) - atrás apenas do Rio de Janeiro (211%). O boletim federal também revela o forte peso das dívidas judiciais no caixa gaúcho: o volume total de precatórios já representa 24% da receita estadual, o segundo pior índice do Brasil, superado apenas pelo Rio Grande do Norte (33,4%).

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