A disputa pelo Senado no Rio Grande do Sul em 2026, apesar de ainda ter dois anos pela frente, promete ser acirrada e refletir o cenário político nacional polarizado entre as forças alinhadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
PT com três nomes "fortes"
No campo governista, o Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio Grande do Sul, disse ao Repórter Brasília, o deputado gaúcho Bohn Gass: "há três nomes mais fortes colocados para a pré-candidatura à majoritária, Senado e Executivo: Edegar Pretto, Paulo Pimenta e Pepe Vargas".
Longo debate
Bohn Gass afirmou: "nós não temos definição ainda de quem será candidato a governador ou senador, e vamos conversar muito ainda". Ao ser questionado se é candidato, ele respondeu rápido: "a deputado federal".
Atuais senadores
Paulo Paim (PT) já anunciou que, após 24 anos no Senado, não pretende disputar mais uma reeleição. Já o senador Luis Carlos Heinze (PP), dizem os mais próximos, "pretende buscar a reeleição".
Pré-candidatos credenciam-se
No espectro bolsonarista, credenciam-se ainda os nomes de Giovani Cherini (PL) e Marcel van Hattem, (Novo). Também nas intenções de candidaturas estão Alceu Moreira (MDB) e Onyx Lorenzoni, do PL, e com caminho pavimentado para o União Brasil de Ronaldo Caiado, governador de Goiás. A ex-senadora Ana Amélia Lemos (PSD) disse à coluna,que é muito cedo para qualquer projeção e só pensará nisso mais adiante.
Estudo estratégico com Bolsonaro
O deputado gaúcho Ubiratan Sanderson (PL) disse à coluna: "nós estamos ainda em tratativas no âmbito do partido, com participação inclusive do presidente Bolsonaro, com os nomes que nós temos".
Escolha do nome
Questionado sobre quais os nomes que o partido tem para se credenciar ao Senado e ao Governo do Estado, Sanderson afirmou: "A princípio, o (Luciano) Zucco vinha para governador, mas se por questões partidárias não for possível, ele vem ao Senado e eu venho a deputado novamente. E aí nós vamos ter que ver se o PL botaria um outro nome ao governo".
Definição até março
"As questões estão em aberto", acentua Sanderson, acrescentando que "Osmar Terra, que é deputado federal pelo MDB, viria para o PL, e também é um candidato ao Senado. Ele botou o nome dele e se voluntariou tanto ao Senado quanto ao governo. Mas até março nós vamos definir tudo isso", garantiu Ubiratan Sanderson.