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Repórter Brasília
Edgar Lisboa

Edgar Lisboa

Publicada em 26 de Novembro de 2024 às 01:25

França provoca briga desnecessária com o agronegócio brasileiro

Deputado federal gaúcho Alceu Moreira (MDB), da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, defende boicote

Deputado federal gaúcho Alceu Moreira (MDB), da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, defende boicote

/Câmara dos Deputados/Divulgação/JC
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A manifestação desastrada do CEO global do Carrefour, Alexandre Bompard, contra o agronegócio brasileiro continua repercutindo em todo o País. Governo, produtores, empresas, entidades representativas do agronegócio, deputados e senadores resolveram enfrentar a ameaça do executivo do grupo francês, que disse "que a rede não vai mais comercializar carnes do Mercosul porque os sul-americanos não atendem às exigências e às normas francesas, e esse problema vinha afetando os produtores locais franceses".
A manifestação desastrada do CEO global do Carrefour, Alexandre Bompard, contra o agronegócio brasileiro continua repercutindo em todo o País. Governo, produtores, empresas, entidades representativas do agronegócio, deputados e senadores resolveram enfrentar a ameaça do executivo do grupo francês, que disse "que a rede não vai mais comercializar carnes do Mercosul porque os sul-americanos não atendem às exigências e às normas francesas, e esse problema vinha afetando os produtores locais franceses".
Embaixador tem que se explicar
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, reagiu com críticas ao executivo francês. A senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP) quer explicações do embaixador da França no Brasil, Emmanuel Lenais, sobre os boicotes de gigantes companhias francesas ao agronegócio brasileiro. A senadora pretende questionar o embaixador na Comissão de Relações Exteriores do Senado, na qual é titular.
Comissão investigatória
Na Câmara, o deputado federal gaúcho Alceu Moreira (MDB, foto), da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, acha que a reação das empresas brasileiras, boicotando o fornecimento de carne ao Grupo Carrefour, é merecida. O parlamentar disse à coluna Repórter Brasília "que deve acontecer e com intensidade mais profunda". Ele anunciou que está pedindo uma comissão especial investigatória para ver toda a relação social e negocial das empresas do grupo aqui no Brasil.
Não mede consequências
Na visão de Alceu Moreira, "é um protecionismo de mercado, a questão é que ele não mede consequências, que uma rede internacional como o Carrefour, o Atacadão, no caso aqui do Brasil, ela tem uma rede espalhada pelo mundo inteiro".
Cliente desprezível
"Nós, por exemplo, exportamos 0,002% de carne que a França consome. Para nós, é um cliente desprezível", disparou Alceu Moreira.
Prejudicando a imagem do Brasil
Segundo o congressista, "vendemos 27% da proteína animal para a Europa, mas só exportamos 0,002%. Isso significa dizer que a França está dando uma mensagem para a Europa inteira prejudicando a imagem do Brasil".
Não comprar, defende deputado
Alceu Moreira, indignado com a manifestação do executivo francês, disse que "o negócio é não comprar do Atacadão, não comprar do Carrefour, não comprar da Rede de Importação que eles lançaram agora, não comprar nada que seja da rede deles".
Brasil não é quintal da França
"Nós temos que boicotar, aprender que a América Latina não é um quintal; principalmente o Brasil, não é um quintal da França", assinalou Alceu Moreira.
Resposta veio logo
A maior empresa do mundo nesse segmento, a JBS, já informou que cancelou as entregas de carnes nas lojas do Brasil. Uma fonte ouvida pela reportagem no jornal Valor Econômico, afirmou que caminhões que estavam no percurso para entregar os produtos nas lojas voltaram para o seu ponto de partida.
 

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