O senador gaúcho Luís Carlos Heinze (PP, foto) retomou as atividades do seu mandato no Senado Federal após dois meses e meio de licença médica e de intenso trabalho em busca de recursos para a reconstrução do Rio Grande do Sul e prevenção contra eventos climáticos extremos, como as enchentes ocorridas em maio . O parlamentar, que realizou um procedimento intensivo de fisioterapia, já está em plena atividade em Brasília e, além de pronunciamentos em plenário, participa de votações e reuniões de articulação política.
Estado está sendo negligenciado
O senador está determinado a desenvolver soluções para prevenir novas tragédias e acelerar a reconstrução das áreas afetadas no Rio Grande do Sul. Ele disse ao Repórter Brasília: "Não podemos permitir que a situação se repita. Há dezenas de projetos que precisam ser discutidos e votados, e não descansarei até que isso aconteça. Meu estado está, infelizmente, sendo negligenciado, e estou comprometido em utilizar todas as ferramentas do meu mandato para reverter esse quadro".
Desassoreamento de rios
A primeira agenda do senador foi com a equipe da Infra S.A, com foco no desassoreamento de rios. A proposta é elaborar projetos que possam evitar novos alagamentos. Já tem resultados. Durante a licença de Heinze, o senador Ireneu Orth, também do Partido Progressistas, assumiu, na condição de suplente, suas funções. Orth apresentou 84 novas iniciativas legislativas e defendeu pautas voltadas à produção rural.
Proposta parada há sete anos
Luís Carlos Heinze comemora que conseguiu anunciar na semana passada, um trabalho que começou há três meses. Uma proposta que estava parada há sete anos, para solução das enchentes de Porto Alegre, da Região Metropolitana, envolvendo também os municípios de Alvorada, Gravataí, Cachoeirinha e Eldorado. Com outro projeto alcança também o Vale do Sinos, Rio dos Sinos, que começa em Canoas, vai a Esteio, Sapucaia, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom, no chamado Baixo Sinos, e também o Alto Sinos, que pega Igrejinha, Três Coroas e Rolante. "Já foram autorizados R$ 7 bilhões", comemora o parlamentar.
Sair do papel
Para Heinze, agora, há necessidade que esses empreendimentos saiam do papel. "O dinheiro já foi reservado, não vai ficar pendente dos cortes que já estão sendo executados no orçamento." O senador argumenta: "Para nós, a urgência, neste momento, é que a União, através do Ministério das Cidades, do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), ou das prefeituras, possam executar essas obras. A primeira etapa dos recursos deu certo; agora queremos que sejam executadas essas obras, que serão a solução para boa parte do Rio Grande do Sul".
Investimentos produtivos
Luís Carlos Heinze destaca que o Rio Grande do Sul necessita de energia. "Nós temos inúmeras pequenas centrais elétricas para fornecer energia ao Estado." Ele explica que "não são investimentos que vêm do governo. O empresário quer fazer a pequena central elétrica. Estão parados na Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental) 110 PCHs que geram mais de 1 Giga de energia e gastam R$ 11 bilhões, R$ 12 bilhões de investimento para o Rio Grande do Sul, investimentos produtivos. 'Eu quero que a Fepam e o Ministério Público não me atrapalhem, é o que diz o empresário desse ramo'".