Levantamento do Estadão revela que os novos congressistas negam que a movimentação pré-eleitoral prejudique o exercício da função para a qual pediram votos e gastaram dinheiro público em 2022. Dos 18 pré-candidatos para o ano que vem, 15 usaram
R$ 17,9 milhões do Fundão Eleitoral no ano passado. Enquanto isso, o Congresso segura a votação do Orçamento para pressionar pelo fundo eleitoral bilionário em 2024.
Repórter Brasília
- Publicada em 24 de Outubro de 2023 às 01:25Deputados de olho nas prefeituras
afonso motta deputado federal pdt
/pdt/divulgação/jc
Disputas para prefeituras nas principais cidades brasileiras devem ter 38 deputados federais, destes 18 parlamentares são de primeiro mandato. Os deputados candidatos cogitam abandonar o cargo e suas promessas de campanha para disputar uma vaga de prefeito.
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Disputas para prefeituras nas principais cidades brasileiras devem ter 38 deputados federais, destes 18 parlamentares são de primeiro mandato. Os deputados candidatos cogitam abandonar o cargo e suas promessas de campanha para disputar uma vaga de prefeito.
Fundo eleitoral
Força bolsonarista
O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem ao menos seis parlamentares em primeiro mandato cotados para disputar as prefeituras das capitais. Mais votado do Mato Grosso do Sul, Marcos Pollon (PL) fez a campanha à Câmara totalmente atrelada à pauta armamentista, em especial em defesa dos CACs (Colecionadores de armas de fogo, Atiradores esportivos, e Caçadores).
Muitos recursos disponibilizados
Para o deputado federal gaúcho Afonso Motta (PDT, foto), "o Congresso mira ele próprio e seus integrantes". Na opinião do parlamentar, "nunca tantos recursos foram disponibilizados aos deputados e senadores. Nunca o Congresso teve tanto poder. Alianças de cooptação para garantir a coalizão. Pequeno interesse nas eleições municipais".
Algumas prefeituras
Pré-candidatos a algumas prefeituras para a eleição de 2024: São Paulo (SP), Guilherme Boulos (PSOL, 1º mandato), Tabata Amaral (PSB) e Kim Kataguiri (União Brasil); Porto Alegre (RS), Fernanda Melchionna (PSOL) e Maria do Rosário (PT). Goiânia (GO), Gustavo Gayer (PL, 1º mandato) e Adriana Accorsi (PT, 1º mandato).
Lula de volta e com enorme agenda
Semana movimentada em Brasília. O presidente Lula volta a despachar do Palácio do Planalto após cirurgia. Uma série de pendências aguardam pelo presidente, tanto no Parlamento quanto no Executivo. A reforma ministerial está na fila de decisões, tanto o comando da Caixa como da Funasa, importantes para as eleições municipais, não andaram. Além disso, Lula precisa ainda decidir duas indicações importantes: uma para o Supremo e a outra para a Procuradoria-Geral da República (PGR). As duas situações estão ainda um pouco nebulosas.
Os nomes favoritos
Para a PGR os favoritos são: Paulo Gonet e Antonio Carlos Bigonha. O presidente ainda não está decidido quanto aos nomes. Já em relação ao STF, o ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), é o favorito do momento; mas ainda existem resistências no fogo amigo. No Parlamento, outros nomes são cogitados.
Caixa e Funasa
Com pressão do Centrão, Lula tem que bater o martelo quanto às presidências da Caixa e da Funasa, duas instituições disputadas por partidos do grupo. Depois de duas semanas viajando pela Índia e China, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), retorna com disposição para cobrar do governo uma definição imediata sobre a situação. O grupo ligado ao parlamentar já indicou nomes, mas Lula não deu sinal verde.


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