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Repórter Brasília

- Publicada em 26 de Julho de 2022 às 20:30

Bancada armada

Com o incentivo do presidente Jair Bolsonaro (PL), mais um grupo entra com força na política. São os CACs (colecionadores de armas, atiradores esportivos e caçadores), que se tornaram o maior grupo armado do País. Bolsonaro tem recebido lideranças e pré-candidatos do movimento no Palácio do Planalto para gravar vídeos e tirar fotos manifestando apoio a esses aliados, que somam forças com boa parte da bancada evangélica, que tem participado das marchas para Jesus, com forte exposição de campanhas armamentistas, como foi o caso do Espírito Santo, onde um revólver gigante identificava a posição dos manifestantes.

Com o incentivo do presidente Jair Bolsonaro (PL), mais um grupo entra com força na política. São os CACs (colecionadores de armas, atiradores esportivos e caçadores), que se tornaram o maior grupo armado do País. Bolsonaro tem recebido lideranças e pré-candidatos do movimento no Palácio do Planalto para gravar vídeos e tirar fotos manifestando apoio a esses aliados, que somam forças com boa parte da bancada evangélica, que tem participado das marchas para Jesus, com forte exposição de campanhas armamentistas, como foi o caso do Espírito Santo, onde um revólver gigante identificava a posição dos manifestantes.

Meta é criar novo partido

Maior grupo armado do País, os CACs lançam 34 candidatos ao Congresso. Pretendem eleger governadores e representantes nas Assembleias Legislativas e Câmara Distrital, em Brasília, e para o futuro a meta é criar um partido político.

Primeira experiência nas urnas

É a primeira vez que esse agrupamento, que supera todas as polícias militares em quantidade de membros e em arsenal, se organiza nos estados, e com o Palácio do Planalto para eleger representantes. Com incentivo do governo à política pró-armamento, o total de CACs registrados saltou de 117.467, em 2018, para 673.818 este ano; mostra levantamento do Estadão. O montante supera todos os 406 mil policiais militares da ativa que atuam em todo o País, e ainda é maior que o efetivo de cerca de 360 mil homens das Forças Armadas.

Hierarquia Militar

A movimentação política dos CACs é vista por policiais e especialistas em segurança pública com certa restrição. Argumentam que seus integrantes não possuem a hierarquia do meio militar, e suas maiores referências são o presidente e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Flexibilizar leis de armamentos

O objetivo do movimento Proarmas é eleger candidatos ao Legislativo, em Brasília e nos estados, para flexibilizar leis. O Estadão identificou 27 candidaturas de armamentistas à Câmara e ao Senado, e políticos regionais que querem formar em Brasília, a "Bancada dos CACs".

Políticos com mandatos

Entre outros, recebem apoio do Proarmas, a deputada Bia Kicis (PL-DF) e o deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (PL), candidato ao Palácio Piratini. Também tem apoio dos CACs, o deputado Daniel Silveira (PTB-RJ).

Agrupados ao Centrão

Há ainda 23 candidatos às Assembleias estaduais e distrital. Todos estão distribuídos por PL, PMN, Podemos, PP, PRTB, PSC, PTB, PTC e Republicanos, partidos que formam o Centrão.

 

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