O Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) produziu um relatório estarrecedor. Eles estimam que a corrupção custe ao Brasil por ano a fantástica soma de R$ 41,5 bilhões. É bom que se esclareça que os números não são da evasão de recursos. É propina mesmo, ligada a concorrências para obras, entre outras. No documento chamado “Corrupção: custos econômicos e propostas de combate” são feitas comparações para descobrir o que é possível fazer com esse dinheiro perdido. O primeiro ponto é que 60% desses valores significam todo o dinheiro do setor público que foi aplicado no País em 2008, exceto o gasto nas estatais. E, pasmem, significa ainda, segundo o documento, 27% dos gastos anuais com a educação e 40% do orçamento da saúde pública. Outra comparação feita pela Fiesp é o que significaria em termos de melhorar a educação no Brasil. Seria possível aumentar, por exemplo, as matrículas na rede pública do Ensino Fundamental de 34 para 51 milhões de alunos com esses R$ 40 bilhões. Na saúde, eles mostram que esse valor seria suficiente para aumentar o número de leitos de internação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 89%. Com esse aumento, seria possível disponibilizar algo em torno de 330 mil camas a mais. E, por fim, a soma do dinheiro gasto em propina ou corrupção daria para levar esgoto a 23 milhões de casas, um acréscimo de 103%. Mais um dado importante, só para ilustrar, o Brasil teria 13 mil quilômetros adicionais de ferrovias, 184 novos portos ou 277 novos aeroportos, que viriam em boa hora para atender às necessidades da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. O que nos preocupa e, sem dúvida, deve preocupar as próprias Federações das Indústrias de todo o Brasil é que parte dessa propina é paga pelos próprios empresários. É lamentável. O Brasil poderia ser mais rico, mais sério e dar melhor qualidade de vida à população com estas fantásticas somas que escorregam pelo ralo da propina, da corrupção e da falta de patriotismo de alguns empresários e autoridades públicas.
Fontoura ganha no STJ
O ex-prefeito de Esteio Getúlio Lemos Fontoura, que concedeu imóvel público para o trabalho voluntário, não deve ser penalizado, de acordo com decisão unânime do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação foi movida pela administração da cidade e acusava Fontoura de permitir que uma servidora usasse imóvel público para abrigar crianças que passaram por abusos e maus-tratos.
Seria eu!
Em dezembro de 2008, quando perguntamos ao deputado Beto Albuquerque (PSB), quem seria o próximo governador, em uma série de notas da Coluna Repórter Brasília, ele não titubeou: “Serei o próximo governador. O Rio Grande do Sul já conheceu o jeito novo e o velho de governar. Agora é hora de se construir o jeito certo de governar o nosso Estado”. Com a desistência de sua candidatura ao Piratini, continuaremos com o jeito errado? Na época, Albuquerque afirmou: “O PSB se prepara para eleger o próximo governador do povo gaúcho”. Pelo visto, não se preparou muito.