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Bruna Suptitz

Bruna Suptitz

Publicada em 23 de Junho de 2026 às 18:08

Porto Alegre está entre as grandes cidades ameaçadas pelo calor, aponta Universidade de Oxford

Calor extremo é definido como dois ou mais dias seguidos de temperaturas altas

Calor extremo é definido como dois ou mais dias seguidos de temperaturas altas

EVANDRO OLIVEIRA/ARQUIVO/JC
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Porto Alegre é uma das 205 cidades de todo o mundo com mais de 1 milhão de habitantes com maior vulnerabilidade a sofrer com ondas de calor. A análise consta em uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford, da Inglaterra, e publicada na revista Sustainable Cities and Society. As informações são do portal Clima Info.

Ondas de calor são provocadas pelo calor extremo, quando, por dois ou mais dias seguidos, o calor acumulado durante o dia não é dissipado à noite.

No Brasil são 11 cidades no estudo, dentre 15 que se enquadram no critério populacional. A mais ameaçada em solo brasileiro é Manaus, que ocupa a 27ª posição global. Encravada na Floresta Amazônica, Manaus é, em média, 1,74°C mais quente do que a região vegetada ao seu redor, chegando a registrar diferença de até 3°C nas temperaturas máximas anuais. Segundo outro estudo, publicado em 2021, houve 225 episódios de ondas de calor na capital amazonense de 1970 a 2019. Desse total, 88% ocorreram entre 2000 e 2019, indicando uma intensificação desses eventos nas últimas décadas, detalha o Vocativo.

Já a Capital gaúcha é a 11ª colocada no País e a 120º no ranking global. Em relação ao estudo de Oxford, outras cidades brasileiras vulneráveis ao calor extremo são Goiânia, em 46º lugar; Belo Horizonte (66º); Fortaleza (67º); São Paulo (77º); Rio de Janeiro (83º); Brasília (88º); Recife (89º); Salvador (93º); e Curitiba (119º). No ranking global, a cidade mais ameaçada é Basra, no Iraque.

O levantamento avaliou não apenas a exposição às altas temperaturas, mas também sua combinação com outros fatores, como pobreza, infraestrutura e energia precárias, pouca arborização e presença de crianças e idosos. Fatores como custo de energia, capacidade de famílias comprarem ventiladores e condicionadores de ar e falta de estrutura hospitalar e habitacional também foram destacados pelo estudo, informa a Bloomberg Línea.

Para os pesquisadores, as soluções não podem se limitar a modelos do Norte Global. Na América Latina, é necessária a existência de alertas precoces, reforço das redes elétricas, expansão da arborização nas periferias e construções pensadas para se resfriarem naturalmente.

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