O Instituto da Criança com Diabetes (ICD), referência internacional no tratamento da doença, vai aliar a sua tradicional corrida com uma ação ambiental. Para a comemoração dos 25 anos do instituto e da Corrida para Vencer o Diabetes, foram feitas camisetas ecológicas, a partir da fibra de garrafas pet recicladas e algodão sem processamento. A tradicional corrida será a partir das 10h do dia 24 de setembro no Parcão.
A iniciativa é um diferencial nas corridas de rua da Capital, já que a camiseta é livre da química utilizada para o tingimento. Cada peça economiza cerca de 6,3 litros de água e reduz em até 40% o consumo de energia para a produção. As informações são do ICD. A meta é comercializar 10 mil camisetas para arrecadar recursos para projetos e ao mesmo tempo retirar uma tonelada de plástico do meio ambiente, informa Ana Bertuol, gerente executiva do instituto.
Atualmente o ICD acompanha mais de 4,7 mil crianças e jovens (até 20 anos) com diabetes, dependentes de insulina, o que significa 50% de toda a demanda do Estado. O atendimento é feito de forma totalmente gratuita, através do SUS. Além de chamar a atenção para o diabetes, uma doença crônica e sistêmica e ainda bastante desconhecida, a proposta é que as camisetas criem uma onda de responsabilidade socioambiental.
A corrida é participativa e não competitiva. Para participar, basta adquirir a camiseta site www.icdrs.org.br/corrida e retirar em uma unidade da Panvel Farmácias, no dia do evento no Parcão ou na sede do Instituto (Rua Álvares Cabral, 529, bairro Cristo Redentor). Mais informações pelo WhatsApp +55 51 98168-1654.
SOBRE O DIABETES
O Diabetes Tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta produtoras de insulina. A insulina, por sua vez, é uma substância química (hormônio) produzida pelo pâncreas, um órgão localizado no abdômen, logo atrás do estômago. Isso acontece por engano, porque o organismo as identifica como corpos estranhos.
A doença não tem cura até o momento e surge quando o organismo deixa de produzir insulina (ou produz apenas uma quantidade muito pequena). Quando isso acontece, é preciso fazer uso de insulina para viver e se manter saudável. As crianças precisam de injeções diárias de insulina para regularizar o metabolismo do açúcar pois sem insulina a glicose não consegue chegar até às células, que precisam dela para queimar e transformá-la em energia. As altas taxas de glicose acumulada no sangue, com o passar do tempo, podem afetar os olhos, rins, nervos ou coração.
Estima-se que no Rio Grande do Sul existam ao menos 9 mil pessoas entre zero e 20 anos que convivem com a situação de uma doença crônica e sem cura que é o diabetes. Desde muito cedo, a maioria delas precisa picar a ponta do dedo e tirar gotas de sangue para medir o nível de glicose no sangue e aplicar várias injeções de insulinas por dia para viver.
SOBRE O INSTITUTO
Localizado em Porto Alegre/RS, o Instituto da Criança com Diabetes (ICD) acompanha gratuitamente mais de 4,7 mil crianças e jovens com diabetes tipo 1 (DM1). Todos são dependentes de insulina, a forma mais grave e complexa da doença. Atualmente, o ICD registra o índice de 94% de redução de internação hospitalar dos pacientes, fruto do trabalho realizado ao longo desses anos, aliado ao Programa de Educação Continuada em Diabetes.
O trabalho do Instituto é focado no acolhimento e na prevenção das complicações decorrentes da doença, através da educação, acesso a tratamento, novas tecnologias e assistência social extensiva aos familiares e/ou cuidadores, que igualmente necessitam envolver-se no tratamento de seus filhos. A assistência interdisciplinar é feita por uma equipe formada por endocrinologistas, nefrologistas, oftalmologistas, psiquiatra, enfermeiras, nutricionistas, psicóloga, dentistas, assistentes sociais e educador físico.
A faixa etária atendida pelo ICD é, como porta de entrada, de 0 a 20 anos. Isto porque a maioria dos casos de diabetes tipo 1 (insulino-dependente), ocorre nesta faixa. Entretanto, como as complicações começam a acontecer, em geral, após 10 anos de duração da doença e sabendo-se que, após 25 anos de diabetes, o paciente livre de nefropatia (insuficiência renal) dificilmente a apresentará.
Ao mesmo tempo que atende as crianças e jovens oferece suporte às famílias que, igualmente, devem envolver-se neste processo, uma vez que o diabetes é conhecido como a doença das 24 horas, pois é este o tempo diário que ela exige de atenção para ser controlada.


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