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Mobilidade Urbana

- Publicada em 23 de Agosto de 2022 às 22:00

Obra em cratera no Centro de Porto Alegre gera transtorno aos ônibus

Trânsito na rua General Salustiano, Centro de Porto Alegre. Congestionamento devido ao bloqueio da Avenida Loureiro da Silva.

Trânsito na rua General Salustiano, Centro de Porto Alegre. Congestionamento devido ao bloqueio da Avenida Loureiro da Silva.


Bruna Suptitz/ESPECIAL/JC/Bruna Suptitz/ESPECIAL/JC
Com o bloqueio da avenida perimetral Loureiro da Silva perto da rótula que dá acesso ao trecho 1 da orla, devido ao rompimento do asfalto que formou uma cratera com 6,5 metros de diâmetro, desde o início do mês o trânsito de veículos está sendo desviado por ruas internas do Centro Histórico.
Com o bloqueio da avenida perimetral Loureiro da Silva perto da rótula que dá acesso ao trecho 1 da orla, devido ao rompimento do asfalto que formou uma cratera com 6,5 metros de diâmetro, desde o início do mês o trânsito de veículos está sendo desviado por ruas internas do Centro Histórico.
A obra de reparo, que iniciou no dia 3 de agosto e segue sem prazo para ser normalizada, tem causado transtorno especialmente aos ônibus - e aos passageiros - vindos das zonas Sul e Leste e de municípios da região metropolitana, que precisam desviar a rota.
No fim de semana, carros particulares estavam estacionados nos dois lados da rua General Salustiano (trecho em que as ruas Washington Luiz e Andradas se encontram). Em um dos trechos da rua, no entanto, é proibido estacionar em um dos lados da via. Quando isso acontece, o tráfego de dois veículos de grande porte ao mesmo tempo se torna inviável.
Mesmo a rua sendo o trajeto regular das linhas circulares do Centro, os ônibus não se encontravam na quadra mais estreita, o que acontece agora devido ao desvio indicado para os ônibus que chegam da Loureiro - trata-se do percurso mais próximo do roteiro original dos coletivos.
Na tarde de sábado, dia 20, a coluna presenciou o momento em que um ônibus precisou andar de ré para dar passagem a um caminhão de pequeno porte, que não se dispôs a realizar a mesma manobra. Todos os carros atrás do ônibus precisaram recuar também. Sem cobrador no coletivo - é uma das linhas que circulam somente com o motorista - coube a um passageiro auxiliar o condutor, indicando pela janela que ele precisava de espaço para o recuo. Foram quase cinco minutos de trânsito parado. Confira o vídeo no site e nas redes do Jornal do Comércio nesta quarta-feira.
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Desvio do transporte coletivo devido a obras na Avenida Loureiro da Silva. Imagem: Google Earth/Reprodução/JC
Comerciantes e frequentadores da região informam que a situação é comum e está acontecendo desde o início do desvio, principalmente nos finais de semana, quando é maior o fluxo de frequentadores. "O que atrapalha não são os outros ônibus, são os carros estacionados onde não pode", disse à coluna o motorista de uma das linha circulares.
"Com o foco voltado para a Orla, a estrutura viária como está é insuficiente para o que está instalado ali", apontou um morador, prevendo que as ruas não terão condição de comportar o aumento no trânsito que virá como consequência dos futuros empreendimentos.
Também no sábado, a coluna flagrou o momento em que um agente da EPTC anotava a placa de carros estacionados na Praça do Aeromóvel, próximo ao muro do Dmae. A área pública não pode ser usada como estacionamento.
A EPCT, responsável pelo trânsito da Capital, informou que a fiscalização será reforçada. "Além disso, pede a colaboração da população para respeitar as restrições de estacionamento, pois os carros podem inviabilizar os itinerários de transporte coletivo e dificultar a fluidez do trânsito", diz a nota.
 

Reparo segue sem prazo para ser concluído

Sobre a cratera na avenida Loureiro da Silva, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) informa que os esforços estão concentrados na soldagem de um buraco na parte inferior da tubulação e que doze pontos foram reparados até o momento. A estimativa é concluir a obra em setembro, mas não há data definida.
"A previsão inicial era a instalação de uma braçadeira mecânica no ponto de rompimento, mas não foi possível escavar abaixo do tubo. Os técnicos então começaram a operação de soldagem, que consiste em instalar um bloqueador inflável na tubulação de esgoto cloacal para bloquear a vazão do esgoto no trecho do emissário a ser reparado. O bloqueio permite a entrada de um soldador pelo poço de visitas, que fará a solda a seco por dentro da tubulação", diz a nota do Dmae.