Com o bloqueio da avenida perimetral Loureiro da Silva perto da rótula que dá acesso ao trecho 1 da orla, devido ao rompimento do asfalto que formou uma cratera com 6,5 metros de diâmetro, desde o início do mês o trânsito de veículos está sendo desviado por ruas internas do Centro Histórico.
A obra de reparo, que iniciou no dia 3 de agosto e segue sem prazo para ser normalizada, tem causado transtorno especialmente aos ônibus - e aos passageiros - vindos das zonas Sul e Leste e de municípios da região metropolitana, que precisam desviar a rota.
No fim de semana, carros particulares estavam estacionados nos dois lados da rua General Salustiano (trecho em que as ruas Washington Luiz e Andradas se encontram). Em um dos trechos da rua, no entanto, é proibido estacionar em um dos lados da via. Quando isso acontece, o tráfego de dois veículos de grande porte ao mesmo tempo se torna inviável.
Mesmo a rua sendo o trajeto regular das linhas circulares do Centro, os ônibus não se encontravam na quadra mais estreita, o que acontece agora devido ao desvio indicado para os ônibus que chegam da Loureiro - trata-se do percurso mais próximo do roteiro original dos coletivos.
Na tarde de sábado, dia 20, a coluna presenciou o momento em que um ônibus precisou andar de ré para dar passagem a um caminhão de pequeno porte, que não se dispôs a realizar a mesma manobra. Todos os carros atrás do ônibus precisaram recuar também. Sem cobrador no coletivo - é uma das linhas que circulam somente com o motorista - coube a um passageiro auxiliar o condutor, indicando pela janela que ele precisava de espaço para o recuo. Foram quase cinco minutos de trânsito parado. Confira o vídeo no site e nas redes do Jornal do Comércio nesta quarta-feira.

Desvio do transporte coletivo devido a obras na Avenida Loureiro da Silva. Imagem: Google Earth/Reprodução/JC
Comerciantes e frequentadores da região informam que a situação é comum e está acontecendo desde o início do desvio, principalmente nos finais de semana, quando é maior o fluxo de frequentadores. "O que atrapalha não são os outros ônibus, são os carros estacionados onde não pode", disse à coluna o motorista de uma das linha circulares.
"Com o foco voltado para a Orla, a estrutura viária como está é insuficiente para o que está instalado ali", apontou um morador, prevendo que as ruas não terão condição de comportar o aumento no trânsito que virá como consequência dos futuros empreendimentos.
Também no sábado, a coluna flagrou o momento em que um agente da EPTC anotava a placa de carros estacionados na Praça do Aeromóvel, próximo ao muro do Dmae. A área pública não pode ser usada como estacionamento.
A EPCT, responsável pelo trânsito da Capital, informou que a fiscalização será reforçada. "Além disso, pede a colaboração da população para respeitar as restrições de estacionamento, pois os carros podem inviabilizar os itinerários de transporte coletivo e dificultar a fluidez do trânsito", diz a nota.
Reparo segue sem prazo para ser concluído
Sobre a cratera na avenida Loureiro da Silva, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) informa que os esforços estão concentrados na soldagem de um buraco na parte inferior da tubulação e que doze pontos foram reparados até o momento. A estimativa é concluir a obra em setembro, mas não há data definida.
"A previsão inicial era a instalação de uma braçadeira mecânica no ponto de rompimento, mas não foi possível escavar abaixo do tubo. Os técnicos então começaram a operação de soldagem, que consiste em instalar um bloqueador inflável na tubulação de esgoto cloacal para bloquear a vazão do esgoto no trecho do emissário a ser reparado. O bloqueio permite a entrada de um soldador pelo poço de visitas, que fará a solda a seco por dentro da tubulação", diz a nota do Dmae.


Facebook
Google
Twitter