Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Pensar a Cidade

- Publicada em 22 de Junho de 2022 às 12:39

Campanha quer estimular 'zeladoria' dos espaços públicos em Porto Alegre

Evento foi realizado na Cinemateca Capitólio, no Centro Histórico

Evento foi realizado na Cinemateca Capitólio, no Centro Histórico


/ Mateus Raugust/PMPA
Bruna Suptitz
“O prefeito de uma cidade tem que cuidar de muitas coisas. E o primeiro dever é cuidar do dia a dia da cidade”, declarou Sebastião Melo (MDB), que ocupa o cargo em Porto Alegre, no lançamento da campanha institucional “A gente vive. A gente cuida”.
“O prefeito de uma cidade tem que cuidar de muitas coisas. E o primeiro dever é cuidar do dia a dia da cidade”, declarou Sebastião Melo (MDB), que ocupa o cargo em Porto Alegre, no lançamento da campanha institucional “A gente vive. A gente cuida”.
A proposta é mobilizar a sociedade a contribuir com a chamada “zeladoria” dos espaços públicos, em especial o lixo - “cidade limpa é aquela que ninguém suja”, disse o vice-prefeito Ricardo Gomes (PL) parafraseando Melo. Faz parte da campanha o incentivo ao cuidado das áreas privadas, como pintura e manutenção das fachadas de prédios para “embelezar” a paisagem.
Essa passa a ser a marca do governo Melo a partir de agora até o fim da gestão. Durante 30 meses o poder público vai divulgar conteúdo de mídia com dicas sobre as ações que podem ser feitas pela população. Vídeos e vinhetas serão reproduzidos na mídia e o prefeito pede ainda a parceria de entidades para divulgar o material. Citou como exemplo o almoço semanal Tá na Mesa, da Fedrasul: “se aceitar rodar o filme da campanha antes, vai ser uma baita ajuda”.
Um exemplo do que será divulgado é da separação do resíduo em casa, antes de levar o saco de lixo para a rua para que o caminhão recolha. A contaminação do resíduo, que é quando um material que poderia ser reciclado entra em contato com material orgânico ou lixo de banheiro, é o principal fator para o baixo índice de reciclagem em Porto Alegre. Segundo o prefeito, das mais de 300 toneladas recolhidas diariamente pelo DMLU, cerca de 50 chegam aos galpões de triagem. O número fica ainda menor se considerar o que é de fato encaminhado para a ponta final da cadeia de reciclagem.
Para o setor privado, Melo cobrou mais engajamento nos moldes de parcerias já em andamento - o principal exemplo é das empresas que adotam e fazem a manutenção de canteiros e viadutos. O gestor quer o mesmo comprometimento de outros prestadores que firmam contratos com a prefeitura. “Queremos o padrão Cotravipa”, disse, citando a cooperativa responsável por varrer as ruas e coletar o resíduo reciclável, que adotou quatro espaços públicos.
Assunto antecipado pela coluna Pensar a cidade no início do governo, em janeiro de 2021, o projeto do “IPTU verde” deve chegar em breve ao legislativo com a proposta de desconto no imposto de quem adotar práticas de sustentabilidade na sua edificação - não foi detalhado quais critérios serão considerados nem o desconto previsto.
Outro exemplo de medida que a população será incentivada - e mesmo cobrada - a praticar é a manutenção das calçadas - a lei prevê que esse cuidado é de responsabilidade do imóvel em frente a ela. “Fazer com dinheiro público é mais caro”, alegou o prefeito.
Também falaram sobre a campanha o gari Marcelo da Silva Melgarejo, responsável pela limpeza das ruas do Centro Histórico, e a “prefeita” do Parque Reserva do Açungui, Lissandra dos Santos Thomsem. O evento de lançamento da campanha aconteceu na manhã desta quarta-feira, dia 22, na Cinemateca Capitólio.

‘Máquina pública faliu’

Defensor das parcerias com a iniciativa privada, o prefeito Sebastião Melo sustentou que o prefeito atue mais como fiscal do que como executora dos serviços. A constatação de que “a máquina pública faliu” foi seguida do relato da visita feita no dia anterior ao Colégio São Pedro, na Lomba do Pinheiro, que tem uma obra interditada desde 2020 por problemas na licitação.
“Tem que parceirizar, tem que terceirizar, tem que passar tudo que puder para a iniciativa privada e ser um bom fiscal dos contratos da prefeitura”, bradou em conclusão ao raciocínio. Há alguns dias o prefeito já havia apelado para empresas destinarem o recurso das contrapartidas de seus empreendimentos para as regiões mais carentes de infraestrutura e serviços básicos.
Conteúdo Publicitário
Leia também
Comentários CORRIGIR TEXTO