Bráulio Borges, doutorando em economia da FGV EESP, mestre em economia na FEA-USP, é diretor da LCA Consultores e pesquisador-associado do FGV Ibre
O debate fiscal brasileiro tem girado quase inteiramente em torno do governo federal: metas de primário, arcabouço fiscal, Bolsa Família, isenção do IRPF, dívida bruta. Agenda relevante, mas que esconde uma das principais mudanças estruturais no gasto público após a pandemia: a forte elevação das despesas de estados e municípios, fenômeno que foi denominado de "descentralização fiscal silenciosa" por Manoel Pires, meu colega no FGV Ibre.
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