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A coluna foca novidades sobre operações, tendência e desempenho do consumo e traz olhar de quem empreende no varejo do Rio Grande do Sul, com conteúdo multimídia.
Publicada em 02 de Outubro de 2025 às 09:19
Caito Maia, da Chilli Beans: "Varejo se faz no chão da loja"
Fundador da Chilli Beans defendeu franquia para escalar pontos e crescer mais rápido
NUVEMSHOP/DIVULGAÇÃO/JC
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Patrícia Comunello
O fundador e CEO de uma campeã de lojas físicas, a Chilli Beans, Caito Maia, fez uma defesa contundente da força do ponto físico. "O varejo se faz no chão de loja", cravou no telão da sua conferência, diante da plateia lotada do D2C Summit, da plataforma de e-commerce Nuvemshop, que terminou nessa quarta-feira (1) no Distrito Anhembi, em São Paulo. A coluna Minuto Varejo fez a cobertura do evento.
O fundador e CEO de uma campeã de lojas físicas, a Chilli Beans, Caito Maia, fez uma defesa contundente da força do ponto físico. "O varejo se faz no chão de loja", cravou no telão da sua conferência, diante da plateia lotada do D2C Summit, da plataforma de e-commerce Nuvemshop, que terminou nessa quarta-feira (1) no Distrito Anhembi, em São Paulo. A coluna Minuto Varejo fez a cobertura do evento.
Videocast Minuto Varejo com Caito Maia, fundador da Chilli Beans
"Por favor, exercitem canais de venda. Não necessariamente o clique. A conversão de venda é a única opção que você tem", emendou o empresário, que comanda hoje mais de 1,4 mil pontos da marca, mais de 200 no exterior. Maia ainda trouxe uma informação sobre um perrengue na hora de expandir: buscar locais para instalar unidades para vender seus óculos.
"Existem, no Brasil, 900 cidades com 50 mil habitantes para baixo. Não consigo abrir uma loja porque é muito caro alugar o ponto. A gente inventou um contêiner feito de material sustentável (ele mostrou o formato no telão)", indicou o CEO da rede. "Já colocamos 150 desses e vamos colocar mil nessas cidades", projetou.
Além de valorizar o canal físico, Maia aproveitou para comemorar o feito. "O Brasil é o único país no mundo que a Ray-Ban perde (para outra marca). A gente tem 26% de market share, e a Ray-Ban, 8%", confrontou, comemorando o feito.
Maia afirmou que franquia é o melhor modelo para multiplicar pontos: "É um negócio que você consegue colocar 200, 300, 400 lojas em quatro anos e de forma muito rápida e ágil". O empresário também deu um conselho sobre posicionamento no mercado.
"Quando achei meu lugar na cadeia (segmento do varejo), minha vida mudou", frisou o CEO da Chilli Beans.
"Não sou fabricante, não sou varejista, sou gestor de moda, é o que faço para o meu negócio. Achar um lugar na cadeia vai doer, porque você vai abandonar a coisa que você ama, mas a escolha faz toda a diferença para o teu negócio voar", argumentou Maia, com tom de alerta sobre o futuro:
"A gente faz tudo no começo, mas vai ter um determinado momento em que vamos ter que fazer uma escolha. E uma escolha é super saudável para você crescer. Na verdade, não é saudável, ela é essencial para você crescer".
O fundador da rede de franquias também tocou em um assunto que precisa entrar na agenda do varejo. Maia contou que seu filho questionou o que a marca estava fazendo pelo meio ambiente. Como não havia produto com perfil sustentável nas coleções, a marca desenvolveu opções e hoje tem cinco modelos com materiais recicláveis.
Problema, citou o CEO da rede, que os óculos, com valor mais alto, não têm muita venda. "O consumidor brasileiro ainda não dá valor para um produto sustentável, você acredita?", devolveu a questão para a plateia"
"Você pega um produto e fala: 'Esse aqui custa R$ 259,00 e esse R$ 299,00'. Aí, o cliente pergunta: 'Por que esse (de R$ 299,00) é mais caro?' Porque é sustentável, aí ele compra o mais barato. Mas tudo bem, é a nossa parte como empresário tentar fazer isso".