Jobecam recebe aporte de R$ 2 milhões do BID Lab

Startup foi uma das 11 selecionadas de diferentes países latino-americanos que utilizam inteligência artificial para ajudar a reduzir o preconceito, discriminação e vieses na seleção de talentos

Por Patricia Knebel

Cammila Yochabell, fundadora e CEO da Jobecam
A Jobecam, HRTech especializada em Diversidade e Inclusão, acaba de receber aporte de aproximadamente R$ 2 milhões do Laboratório de Inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID Lab).
A startup foi uma das 11 soluções selecionadas de diferentes países latino-americanos que utilizam inteligência artificial para ajudar a reduzir o preconceito, discriminação e vieses na seleção de talentos.
O financiamento será utilizado para dar mais robustez à ferramenta desenvolvida pela HRTech e, assim, tornar o processo seletivo mais diverso e aumentar em até 70% o ingresso de pessoas de grupos sub-representados em empresas.
LEIA MAIS: Mulheres sofrem mais estresse, aponta Vittude
Além da Jobecam, outras 66 soluções participaram da convocatória “Gênero e inteligência artificial” do BID Lab, em acordo com a Aliança regional para uso ético e responsável da tecnologia (fAIrLAC). A iniciativa conta com a colaboração de players como Accenture, Amazon Web Services (AWS), Microsoft e Oracle.
“Foi um ano de muito aprendizado e negociações. Depois deste processo, recebemos esse financiamento e o selo de validação importante de que a Jobecam utiliza uma IA sem vieses. Mas mais do que isto, com a ajuda do BID Lab iremos garantir cada vez mais uma tecnologia sempre justa”, destaca a fundadora e CEO da HRTech, Cammila Yochabell.

O financiamento também será utilizado para consolidar a Jobecam no Brasil. “O BID Lab está nos apoiando pois entendeu que a nossa tecnologia combate esse viés do código e algorítmico, ou seja, constatam que nossos algoritmos são justos. Nós queremos construir cada vez mais uma IA justa, mostrar para a sociedade que isto é possível e combater o perigo e mal uso deste tipo de tecnologia nos processos seletivos, desconstruir o lado negativo da IA, e trazendo a ideia que ela pode ser humanizada para trazer o melhor das pessoas”, explica Cammila.