A Jeep também aderiu à estratégia de eletrificação da Stellantis no Brasil, que aposta no custo-benefício de uma tecnologia mais simples do que a dos sistemas híbridos plenos. Já aplicado em modelos das marcas Fiat, Peugeot e Citroën, o MHEV (Mild Hybrid Electric Vehicle) ou híbrido-leve, não tem força para movimentar o veículo apenas com eletricidade, e atua com base em três componentes.
O principal é o BSG, um motor/gerador elétrico auxiliar ligado diretamente ao motor a combustão por meio de uma correia reforçada, que substitui o alternador e o motor de arranque tradicionais. Sua função é gerar energia e também entregar torque extra ao propulsor a combustão nas arrancadas e acelerações.
O segundo é a bateria de íons de lítio de 48 volts. Pequena e de alta tensão, ela armazena a energia recuperada em desacelerações e frenagens. E terceiro, o conversor, que transforma a energia de 48 volts da bateria híbrida em 12 volts para alimentar os componentes eletrônicos normais, como faróis, multimídia, ar-condicionado, entre outros.
Automotor teve a oportunidade de rodar uma semana com o Renegade Sahara T270 Flex MHEV e outros sete dias com o Commander Overland T270 Flex MHEV, versões híbridas-leves dos dois modelos da Jeep. E a constatação foi de uma pequena melhoria de consumo e dirigibilidade no uso urbano.
E é esse mesmo o objetivo da tecnologia: incrementar levemente a eficiência energética e o desempenho no “anda e pára” do trânsito nas cidades, com suas frenagens e arrancadas constantes. O sistema MHEV regenera energia nas freadas para depois gastá-la ajudando o carro a ganhar velocidade mais rapidamente.
Mas por que na estrada não há o mesmo efeito? Porque em rodovias o freio é menos acionado e, portanto, a bateria de 48 volts não regenera o suficiente. Além disso, o motor elétrico não atua em velocidades de cruzeiro altas.
Os trunfos do sistema MHEV são a simplicidade de funcionamento e o baixo custo de instalação. Ou seja, sem pesar no preço final dos veículos, a Stellantis oferece aos consumidores opções do Renegade e Commander que proporcionam economia média próxima de 10% nas despesas com combustível, bem como menor índice de emissões poluentes, mantendo o custo de manutenção muito próximo ao de um automóvel 100% combustão.
A outra opção híbrida-leve da Overland também leva o nome de Limited