Porto Alegre,

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 15 de Abril de 2024 às 20:53

'Vídeo gravado não é sustentação oral', diz presidente

Compartilhe:
Gabriel Margonar
Gabriel Margonar Repórter
Ao direcionar seus olhos à vivencia diária do jurídico gaúcho, o representante dos advogados iniciou elogiando a postura da comunidade que, de acordo com ele, tem aberto mão das supracitadas polarizações e exercido uma posição mais pró-advocacia do que pró-ideologia. Ainda, aproveitou o momento para relembrar a campanha "vídeo gravado não é sustentação oral", lançada pela OAB/RS, em agosto do ano passado.
Ao direcionar seus olhos à vivencia diária do jurídico gaúcho, o representante dos advogados iniciou elogiando a postura da comunidade que, de acordo com ele, tem aberto mão das supracitadas polarizações e exercido uma posição mais pró-advocacia do que pró-ideologia. Ainda, aproveitou o momento para relembrar a campanha "vídeo gravado não é sustentação oral", lançada pela OAB/RS, em agosto do ano passado.
A iniciativa, que visa garantir o direito dos advogados de realizarem o ato durante seus processos, surgiu após a entidade receber relatos de que a advocacia estaria enfrentando problemas em algumas câmaras e turmas. "A sustentação oral é um direito e uma garantia constitucional da advocacia que deve ser respeitada na sua integralidade. Não podemos aceitar que um plenário virtual substitua o nosso direito de exercer o uso da palavra em uma tribuna", destaca.
Em meio a um discurso incisivo de Lamachia, as maiores críticas do presidente foram reservadas a 7ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), onde, segundo ele, tem sido realizadas diversas decisões monocromáticas e exageradas. "São vários os casos envolvendo sentimentos, memórias... há um farto material de provas. Mesmo assim, temos identificado muitas decisões monocromáticas por parte de integrantes daquela Câmara em esfera de apelação. Ou seja, diversos casos sem jurisprudência pacificada, o que era para ser exceção.
De acordo com Lamachia, já foram realizadas algumas reuniões com o presidente da 7ª Câmara, o desembargador Sério Chaves, onde esta preocupação foi externada. Mesmo que as decisões possam ser revertidas em outras instâncias, Lamachia exemplifica: "é como se estivéssemos na final de um campeonato decidido em dois jogos e nós, da advocacia, saíssemos perdendo o primeiro por W.O. e tivéssemos que reverter".
Ao olhar para o futuro, Lamachia se mostrou confiante nas ideias e ideais da OAB. "Não há nenhum desafio que não consigamos enfrentar. Se vamos vencer todos ou não, é que nem na advocacia: não depende de nós o resultado final. Estamos fazendo o necessário, agindo com convicção, de forma equilibrada e olhando única e exclusivamente para os interesses da advocacia", finalizou.
 

Notícias relacionadas