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Publicada em 28 de Agosto de 2026 às 13:04

Logística concentra dois terços do mercado brasileiro de aluguel de empilhadeiras

A concentração da demanda em armazenagem e logística está relacionada ao aumento da necessidade de movimentação de mercadorias em centros de distribuição

A concentração da demanda em armazenagem e logística está relacionada ao aumento da necessidade de movimentação de mercadorias em centros de distribuição

Tria Empilhadeiras/Divulgação/JC
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Agências
O mercado de locação de empilhadeiras no Brasil ganha espaço em operações que buscam maior flexibilidade na gestão de frota, ao mesmo tempo que desejam previsibilidade de custos e disponibilidade de equipamentos. Segundo levantamento da consultoria Mordor Intelligence, armazenagem e logística responderam por 65,75% do mercado brasileiro de aluguel de empilhadeiras em 2024, com projeção de crescimento anual de 12,32% até 2030. O avanço é impulsionado, entre outros fatores, pela expansão do comércio eletrônico, pelo crescimento da infraestrutura logística e pela necessidade de movimentação de cargas em diferentes cadeias produtivas.

A concentração da demanda em armazenagem e logística está relacionada ao aumento da necessidade de movimentação de mercadorias em centros de distribuição, operações de transporte e estruturas voltadas ao atendimento do comércio eletrônico. Nesse contexto, a locação permite às empresas dimensionar a frota de acordo com a demanda e evitar a imobilização de capital em equipamentos que podem ter diferentes níveis de utilização ao longo do ano.

Outros segmentos também utilizam a locação de empilhadeiras em suas operações. A indústria, por exemplo, emprega os equipamentos na movimentação interna de materiais e no abastecimento de linhas de produção, enquanto setores como alimentos e bebidas dependem da movimentação de cargas em diferentes etapas da cadeia. O agronegócio também aparece entre os fatores que impulsionam a demanda, especialmente pela necessidade de movimentação de produtos e insumos em períodos de safra e nos corredores de exportação. Já construção e infraestrutura recorrem à locação para atender necessidades específicas de projetos e obras.

Geograficamente, São Paulo concentra a maior fatia do mercado brasileiro de aluguel de empilhadeiras, de acordo com a Mordor Intelligence. A liderança está relacionada à forte concentração de atividades industriais e logísticas no estado, bem como à infraestrutura de armazenagem e à proximidade com o Porto de Santos. O estudo também destaca o corredor industrial de São Paulo como um dos principais polos de demanda do país. A consultoria projeta que o mercado brasileiro de aluguel de empilhadeiras passe de US$ 1,73 bilhão em 2025 para US$ 3,07 bilhões em 2030, crescimento médio anual de 12,18%.

Segundo Humberto Mello, diretor da Tria Empilhadeiras, marca de equipamentos para manuseio e transporte de cargas e baterias de lítio, esse cenário reforça uma mudança de mentalidade entre as empresas brasileiras: "O que estamos vendo é uma migração clara da posse para o uso. Setores como logística, indústria e agronegócio entenderam que ter disponibilidade de frota e previsibilidade de custo vale mais do que imobilizar capital comprando equipamento. Isso muda a forma como as empresas planejam suas operações".

A transição para equipamentos elétricos também aparece como uma das frentes mais aquecidas do setor. Segundo a Mordor Intelligence, as empilhadeiras elétricas apresentam o maior ritmo de crescimento entre as fontes de energia analisadas, com CAGR projetado de 13,78% até 2030. O avanço está relacionado, entre outros fatores, à demanda por equipamentos para operações internas e à necessidade de reduzir emissões e melhorar as condições de qualidade do ar em determinados ambientes. Apesar do crescimento, os modelos de combustão interna ainda representavam 63,87% do mercado brasileiro em 2024.

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