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Publicada em 31 de Agosto de 2026 às 12:24

Tráfego nas rodovias do Rio Grande do Sul recua 0,6% em julho, mas acumula alta de 2,3% no ano, aponte Veloe/Fipe

Recuo coincidiu com uma fase de menor intensidade do escoamento da safra de verão e de desenvolvimento das culturas de inverno

Recuo coincidiu com uma fase de menor intensidade do escoamento da safra de verão e de desenvolvimento das culturas de inverno

TÂNIA MEINERZ/JC
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Agências
O movimento de veículos nas rodovias do Rio Grande do Sul caiu 0,6% em julho, na comparação com junho, segundo o Dados do Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O resultado considera a série com ajuste sazonal e foi influenciado pela redução tanto no fluxo de veículos leves (-0,7%) quanto no de pesados (-0,3%).

Apesar da queda mensal, o tráfego nas estradas gaúchas ainda registra crescimento nas comparações de prazo mais longo. Em relação a julho de 2025, o movimento total aumentou 1,2%. O resultado, porém, esconde comportamentos distintos: enquanto o fluxo de veículos leves avançou 2,6%, o de veículos pesados recuou 3,4%.

No acumulado de janeiro a julho, o tráfego nas rodovias do Estado cresceu 2,3% em relação ao mesmo período de 2025. Mais uma vez, os veículos leves sustentaram o resultado, com alta de 3,4%, enquanto os pesados apresentaram queda de 1,5%.

Considerando os 12 meses encerrados em julho, o fluxo total acumula crescimento de 3,1%. O avanço é puxado pelos veículos leves, que cresceram 4,2%. Entre os pesados, houve praticamente estabilidade, com retração de 0,3%.

Chuva e temporais podem ter afetado circulação

A retração de julho coincidiu com episódios de chuva intensa e instabilidade no Rio Grande do Sul. Na segunda metade do mês, sucessivos sistemas meteorológicos atingiram o estado, com registros e alertas para tempestades, granizo, ventos fortes e volumes elevados de chuva. Para o período entre 20 e 27 de julho, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) chegou a indicar acumulados que poderiam alcançar 200 milímetros em algumas áreas.

Essas condições podem ter provocado interrupções temporárias, alterações de rotas e dificuldades logísticas, contribuindo para a queda mensal. Não é possível, contudo, isolar o efeito do clima sobre o índice de tráfego.

O recuo também coincidiu com uma fase de menor intensidade do escoamento da safra de verão e de desenvolvimento das culturas de inverno.

Transporte de cargas segue mais fraco

Os veículos pesados são um dos principais pontos de atenção. Embora o tráfego agregado permaneça positivo no acumulado do ano e em 12 meses, os fluxos de carga apresentam desempenho mais fraco.

Em julho, o fluxo de pesados caiu 3,4% ante o mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a julho, a retração é de 1,5%, enquanto nos últimos 12 meses o movimento ficou praticamente estável, com queda de 0,3%.O resultado ocorre em uma economia com forte presença da agropecuária, agroindústria, indústria de transformação e logística. O transporte rodoviário é fundamental para o escoamento de grãos, carnes, madeira, celulose e insumos, além da movimentação ligada aos setores industrial e portuário.

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