Porto Alegre,

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 18 de Agosto de 2026 às 08:58

Por que as concessões rodoviárias lideram a modernização do transporte

João Fornari é diretor comercial e cofundador da Kartado

João Fornari é diretor comercial e cofundador da Kartado

Kartado/Divulgação/JC
Compartilhe:
JC
JC
João Fornari é diretor comercial e cofundador da Kartado

O pipeline de concessões rodoviárias previsto para 2026 coloca a infraestrutura de transportes no centro da agenda econômica brasileira. Com plano de terminar o ano com 13 leilões realizados e estimativa de R$ 148 bilhões em investimentos em todas as regiões do país, o governo aposta na ampliação da participação privada para destravar obras, reduzir gargalos logísticos e melhorar a qualidade e a segurança das estradas.

Dados indicam que as concessões já se consolidam como instrumento-chave na busca da logística eficiente. A Pesquisa CNT 2025, maior estudo sobre infraestrutura rodoviária no Brasil, avaliou pavimento, sinalização e geometria das vias a partir da análise de itens como condições do asfalto, qualidade da sinalização, existência de acostamentos, curvas, pontes e dispositivos de segurança. A conclusão foi que 68% das rodovias concedidas são ótimas ou boas, contra 27% das rodovias públicas com essa qualidade de conservação. A mesma pesquisa traz que das 10 melhores estradas brasileiras, 9 são concedidas.

Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a precariedade da infraestrutura rodoviária tem impacto direto sobre a economia: rodovias em más condições aumentam em até 31,2% os custos operacionais do transporte, percentual que pode chegar a 35,8% nas estradas sob gestão pública.

Outros dados que asseguram os benefícios das concessões para a infraestrutura rodoviária vem da Fundação Dom Cabral (FDC): as rodovias concedidas são três vezes mais seguras que as administradas pelo poder público, de acordo com estudo publicado em 2023. A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ACBR) afirma que, nos últimos 20 anos, houve redução de 56% das fatalidades e de 51% dos sinistros em rodovias concedidas.

Notícias relacionadas