A integração entre as entidades representativas do setor contábil pode ampliar a capacidade de empresas e profissionais de enfrentarem as mudanças provocadas pela reforma tributária, pelo avanço da tecnologia e pela inteligência artificial. Para Andréa Daneluz Reolon, presidente do Sescon Serra Gaúcha, a atuação conjunta permite compartilhar informações, experiências e boas práticas, além de fortalecer o diálogo com o poder público e os órgãos reguladores.
Na avaliação da dirigente, a união também é importante para apoiar empresas na adaptação às novas exigências, especialmente por meio de capacitações, orientações práticas e espaços de discussão. Em entrevista ao Jornal do Comércio, a dirigente destaca ainda a necessidade de ampliar o acesso de pequenos e médios escritórios às novas tecnologias e de aproximar as novas gerações da representação institucional.
JC Contabilidade – Qual é a importância da integração entre as entidades representativas neste momento?
Andréa Daneluz Reolon – A integração é fundamental diante das transformações na legislação, na tecnologia e na atuação das empresas. Juntas, as entidades conseguem compartilhar experiências, ampliar a representatividade e levar as demandas do setor com mais força aos órgãos públicos. Também aproximam diferentes regiões e fortalecem a capacidade de construir soluções.
Contab – Que ganhos concretos a atuação conjunta pode trazer para empresas e profissionais?
Andréa – Permite transformar demandas individuais em pautas coletivas, com mais força e representatividade. Também amplia o acesso à informação, à capacitação e às boas práticas. Empresas mais preparadas e profissionais mais qualificados fortalecem todo o setor.
Contab – A integração pode ampliar a representação do setor junto ao poder público e aos órgãos reguladores?
Andréa – Sem dúvida. A atuação integrada permite apresentar pautas mais organizadas e uma representatividade maior, qualificando o diálogo com o poder público e os órgãos reguladores. Além de reivindicações, podemos levar informações técnicas, experiências práticas e propostas.
Contab – Qual pode ser a contribuição das entidades para ajudar as empresas a se adaptarem à reforma tributária?
Andréa – As entidades podem aproximar a reforma da realidade das empresas, oferecendo capacitação, orientações práticas e espaços de discussão. Também podem levar ao poder público as dificuldades identificadas no dia a dia, contribuindo para uma implementação mais organizada e segura.
Contab – Como a atuação conjunta pode contribuir para a capacitação e a atualização dos profissionais?
Andréa – A integração fortalece a troca de conhecimento e evita esforços isolados. Em um cenário de mudanças constantes, especialmente com a reforma tributária e a tecnologia, isso permite levar informação de qualidade a mais profissionais. O Egescon - Encontro Gaúcho das Empresas de Serviços Contábeis – é um exemplo dessa união, realizado pelo Sescon Serra Gaúcha e pelo Sescon-RS, com apoio de entidades como o Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRCRS) e a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon).
Contab – Como as entidades podem apoiar os pequenos e médios escritórios na adoção de tecnologia e inteligência artificial?
Andréa – Podem tornar essas ferramentas mais acessíveis por meio de capacitações, demonstrações práticas, troca de experiências e aproximação com empresas de tecnologia. O objetivo é ajudar os escritórios a identificar soluções capazes de aumentar a eficiência, reduzir tarefas operacionais e melhorar as entregas.
Continue sua leitura, escolha seu plano agora!