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Reportagem especial

- Publicada em 13 de Março de 2022 às 15:00

Vinícolas de Caxias do Sul querem reconquistar protagonismo do passado

Interior da maior cidade da Serra tem diversas empresas com tradição vinícola

Interior da maior cidade da Serra tem diversas empresas com tradição vinícola


don bonifacio/divulgação/jc
Luiz Antunes, Mosele, Luiz Michelon, Granja União, Piagentini são algumas das muitas marcas que, durante décadas, posicionavam Caxias do Sul no topo dos municípios produtores de uva e vinho do Brasil. Eram os anos de 1940, 1950, 1960, quando a cidade, com então algo próximo a 100 mil habitantes, atraía turistas de toda as partes do Brasil em busca de suas belezas, gastronomia e famosos vinhos.
Luiz Antunes, Mosele, Luiz Michelon, Granja União, Piagentini são algumas das muitas marcas que, durante décadas, posicionavam Caxias do Sul no topo dos municípios produtores de uva e vinho do Brasil. Eram os anos de 1940, 1950, 1960, quando a cidade, com então algo próximo a 100 mil habitantes, atraía turistas de toda as partes do Brasil em busca de suas belezas, gastronomia e famosos vinhos.
O turismo começou a perder relevância na economia não apenas de Caxias do Sul, mas em vários municípios da Serra Gaúcha, quando o litoral passou a ser servido por rodovias asfaltadas, o que resultou na migração dos visitantes de verão. Em paralelo, a indústria avançava de forma consistente, sustentada pelos projetos para consolidar a atividade automotiva no Brasil. Atualmente, a cidade é reconhecida como segundo maior polo metalmecânico do País, com forte presença na produção de veículos para transporte de cargas e passageiros, com montadoras e significativa cadeia de fornecedores de autopeças.  

A mudança de perfil do público visitante impactou a indústria do vinho de Caxias do Sul. As grandes vinícolas, inclusive cooperativas, fecharam as portas e as de menor porte, praticamente todas familiares, buscaram a sobrevivência apostando ainda em vinhos de uvas americanas, mais conhecidos como de mesa ou comuns, com boa parte vendida a granel para engarrafamento em outros estados.
A situação começa a ganhar novos contornos na virada do século. As pequenas e médias marcas familiares buscam se reposicionar no mercado, iniciando um processo de investimentos na qualificação da matéria-prima e do processo de vinificação, alinhando-se ao que já ocorreu em municípios vizinhos, como Bento Gonçalves, Garibaldi, Flores da Cunha e Farroupilha.
Nas últimas décadas, a evolução do setor é facilmente percebida com a consolidação de linhas de vinhos finos e espumantes, resultado de investimentos em variedades viníferas, e de sucos elaborados com uvas americanas, que também são a matéria-prima dos vinhos de mesa, ainda os mais significativos em volumes na produção local. Também contribui para esta renovação do setor a chegada de novas gerações de administradores, a maioria com formação profissional superior para atuação na área e dispostos a conduzir o setor, novamente, a um lugar de destaque na economia de Caxias do Sul.

Mudança no portfólio e profissionalização marcam o setor na cidade

Secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do município, Rudimar Menegotto confirma esta consistente mudança com alguns dados sobre produção de uva. Segundo ele, mais de 50% dos volumes atuais são de uva bordô, usada na elaboração de sucos. O índice mais do que dobrou nas últimas décadas, tirando a uva isabel da liderança. Alinhado a isto, Menegotto cita o avanço de plantios ou reconversão de parreirais para uvas viníferas, especialmente para a elaboração de espumantes. "As variedades usadas em espumante se adaptam melhor às nossas condições climáticas, enquanto as de vinhos finos sofrem mais", explica.
Menegotto entende que a mudança de portfólio, com redução do vinho de mesa, que ainda tem o maior volume de produção, se dará de forma natural no setor. "Isto já está ocorrendo, porque as empresas têm percebido que o vinho de viníferas permite agregar maior valor e margem, mesmo que em volumes menores", afirma. Mesmo com a reconversão, a cidade mantém uma parcela significativa de vinhedos centenários. Uma preocupação é com a dificuldade adquirir terras para estes novos plantios em função da alta valorização dos imóveis. A saída, revela Menegotto, tem sido a busca de áreas em outras regiões para a introdução dos vinhedos.
Para o secretário, a realização, há 24 anos, do concurso de melhores vinhos, foi fator de estímulo para o novo momento da atividade, em Caxias do Sul. Para 2022, a organização já anunciou que incorporará a categoria de espumantes, alinhada com a expansão do produto no mercado e no portfólio das empresas. Menegotto ainda cita a criação de um selo para divulgar os produtos classificados no concurso e, recentemente, de um kit de itens locais. Na Festa da Uva, que segue até 6 de março, 14 vinícolas da cidade expõem seus produtos em estande conjunto, onde também pode ser feita a degustação. "Estamos criando algumas condições para ajudar o setor a modernizar-se permanentemente, principalmente orientando sobre novas variedades que se adaptam bem à cidade e podem contribuir na diversificação ainda maior dos portfólios", afirma.
Para Gilda Terezinha Tisatto preside a Revinsul (Rede de Vinícolas de Caxias do Sul), entidade que congrega perto de uma dezena de empresas, 70% da produção local ainda é voltada a vinhos de mesa, mas num processo gradual decrescente a partir de investimentos na reconversão de plantios e de melhorias nos processos, com novas tecnologias e equipamentos. De acordo com a dirigente, a maior parte das uvas viníferas é comprada junto a terceiros, enquanto as de mesa são de vinhedos próprios. "Estamos investindo na diversificação e na busca de qualidade cada vez melhor", assinala.
A dirigente defende que as vinícolas precisam se conscientizar de que tem vinhos de qualidade, em condições de concorrer com as demais marcas nacionais e do exterior. "Não podemos nos intimidar diante da concorrência. Precisamos é mostrar ao mercado que temos opções de qualidade para atender diferentes paladares dos consumidores. Estamos em um processo gradual de evolução", assinala. Gilda também destaca a importância da chegada de novas gerações, que têm agregado ideias mais avançadas na condução das videiras, na elaboração e no relacionamento com o mercado.
Estatísticas do extinto Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) referentes ao ano de 2018 - desde então não existem informações precisas sobre a produção - indicam que Caxias do Sul industrializou perto de 22 milhões de litros, terceiro maior volume dentre os principais municípios produtores do Rio Grande do Sul, representando 8,5% do total de 257 milhões de litros. De acordo com um estudo histórico a partir de 1997, a cidade teve seu melhor desempenho em 2000, chegando a 39,6 milhões - no mesmo ano, o setor somou 309 milhões de litros. O pior momento ocorreu em 2016, com produção local de 10,8 milhões e total de 104 milhões. O setor é formado por cerca de 100 indústrias formais.
 

Vinícola Conceição e a tradição dos produtos naturais

Sócios estão gradualmente migrando das linhas de vinhos de mesas para as variedades viníferas

Sócios estão gradualmente migrando das linhas de vinhos de mesas para as variedades viníferas


ivan tisatto/divulgação/jc
Os irmãos Ivan e Janete Tisatto estão à frente da Vinícola Conceição, situada na localidade com a mesma denominação, onde o pai elaborava vinhos no porão da residência para consumo próprio e para vender para familiares e amigos mais próximos. Os irmãos usaram a experiência do pai e os vinhedos da propriedade para dar início a um negócio formal, que já se transformou num complexo que reúne vinhos e cervejas.
Em busca de maior rentabilidade ao negócio, os sócios estão gradualmente migrando das linhas de vinhos de mesas para as variedades viníferas, além de investir em inovações. É o caso recente da nova linha de vinhos sem intervenção, que não têm aditivos nem conservantes. "Iniciamos o desenvolvimento há três anos para atender clientes que começaram a pedir produtos mais naturais. No final de 2021 colocamos as primeiras garrafas no mercado, que recebeu muito bem a proposta", enfatiza Ivan Tisatto.
O enólogo salienta que a produção ainda é pequena, pois o próprio mercado é limitado quando comparado aos vinhos convencionais. Mas convicto do avanço destas linhas está investindo na introdução dos métodos orgânicos nos plantios. No momento, o portfólio contempla as variedades cabernet sauvignon, merlot, tannat e chardonnay.
Outra iniciativa é no enoturismo, que começou a ser trabalhado há dois anos e que foi reforçado, no início de 2022, com a inauguração de um restaurante, que funciona por agendamento de segunda a quinta e normalmente de sexta a domingo. O espaço se alia ao varejo e a uma cervejaria artesanal, conhecida por Donner, formando o Wine Bier Gardens. O visitante pode conhecer toda a estrutura e degustar os produtos.
Esta estratégia de investir em produtos de maior valor agregado tem repercutido em uma redução nas linhas de vinhos de mesa. Com isto, a vinícola usa praticamente 50% da capacidade instalada, produzindo em torno de 400 mil litros por ano. Também foi preciso investir em barris de carvalho e tanques de aço inoxidável de menor volume para ter condições de trabalhar com estilos mais nobres e variedades diferentes de uvas para a produção de vinhos vendidos com a marca Dom Dionysius e de espumantes e sucos de uva Athína.
As uvas usadas nas linhas de produtos finos são adquiridas junto a terceiros, enquanto as empregadas nos vinhos de mesa vêm de plantios próprios. A empresa tem presença em todo o mercado nacional, atuando principalmente junto a distribuidores, lojas especializadas, pequeno e médio comércio e público final.
 

Diversificação nas embalagens é aposta da Vinícola Grutinha

Linha de vinhos de mesa ainda é o principal produto da Vinícola Grutinha

Linha de vinhos de mesa ainda é o principal produto da Vinícola Grutinha


vinícola tradição/divulgação/jc
Com capacidade instalada superior a 2 milhões litros, usada de forma plena em função da virada anual dos estoques, a Vinícola Grutinha acaba de ingressar no mercado de bebidas comercializadas em latas de alumínio de 269ml. A dificuldade em adquirir embalagens em vidro, que chegou a ameaçar a produção nos últimos dois anos, associada a uma tendência do mercado por bebidas mais refrescantes, foi determinante para a empresa apostar nesta mudança.
O gerente administrativo Márcio Sirtoli destaca que, neste primeiro momento, a empresa envasou 5 mil unidades com suco de uva gaseificado, que considera como o produto de maior potencial, e 8 mil de espumantes e vinho frisante, nas opções rosê e branco, com volumes distribuídos de forma igual. "A avaliação inicial da reação do mercado é muito positiva, mesmo que seja um produto de valor superior às linhas tradicionais, principalmente pelo custo da embalagem", informa Sirtoli.
Neste momento, a empresa terceirizou o envase das bebidas, mas já tem projetos de investir em equipamentos próprios. "Estamos aguardando uma resposta mais consolidada do mercado", explica o executivo, que também confirma iniciativas para fortalecer o enoturismo. Com a recente conclusão do asfaltamento do principal acesso à vinícola, a estrutura ganhou uma área de varejo e melhorias para receber turistas para visitas e degustação. O projeto de um restaurante já começa a ser desenhado.
A linha de vinhos de mesa ainda é o principal produto da Vinícola Grutinha, que comercializa com a marca Tradição. A matéria-prima para estas bebidas é 60% adquirida de terceiros, enquanto a direcionada para finos e espumantes é integralmente de vinhedos próprios. A empresa atua nacionalmente em mercados, restaurantes e lojas especializadas, estas mais focadas nas linhas de variedades viníferas.
A história da Vinícola Grutinha tem início com Luis Sirtoli, filho de imigrantes italianos. O filho Clelio deu sequência ao trabalho na propriedade localizada na Terceira Légua. Atualmente, seus descendentes continuam à frente da administração. A linha de produtos, que também inclui graspa, é elaborada a partir das uvas viníferas merlot, cabernet sauvignon, moscato giallo e tannat e das americanas bordô, isabel e niágara.
 

Don Affonso aposta em novas variedades para ampliar mercados

André Gasperin diz que a empresa investe em processo contínuo de melhoria

André Gasperin diz que a empresa investe em processo contínuo de melhoria


Tatiane Cavagnoli/divulgação/jc
Affonso Gasperin, neto dos italianos Giácomo e Veronica Gasperin, começou produzindo vinhos para consumo próprio a partir do cultivo das suas uvas, e vendendo o excedente a amigos. Em julho de 1982, constituiu oficialmente a Vinícola Gasperin, hoje conhecida no mercado como Vitivinícola Don Affonso e comandada pelo neto André Gasperin.
Enólogo de formação e presidente até o final do ano da Associação Brasileira de Enologia, ele está colocando em prática um projeto de reconversão no mercado, focando em vinhos finos, espumantes e sucos, mantendo as variedades de mesa para clientes tradicionais. A matéria-prima tem origem em vinhedos próprios localizados em Flores da Cunha e de terceiros com áreas em diversas regiões do Rio Grande do Sul. "Esta diversificação está associada à estratégia de oferecer variedades diferentes e que melhor se adaptam a cada local, o que se manifesta na qualidade final do vinho", explica.
A linha Parole, desenvolvida nos últimos dois anos, tem a característica de novas variedades, como petit verdot, alvarinho e teroldego, para não se limitar às tradicionais cabernet sauvignon e merlot. "Estamos investindo em vinhos diferentes para ampliar os mercados", explica. A estrutura fabril, dotada de tecnologias modernas e barricas de carvalho, está preparada para elaborar em torno de 400 mil garrafas anuais, volume que representa de 60% a 70% da capacidade instalada. Na área de 16 hectares, em Flores da Cunha, a empresa investe no processo contínuo de melhorias e projeta para o futuro a transferência da estrutura fabril para construir um complexo enoturístico. "É prematuro definir quando isto vai ocorrer, mas está nos planos. Até porque temos dificuldades de expandir no endereço atual, onde estamos desde a fundação, porque a área que era rural transformou-se em urbana", explica Gasperin.
Atualmente, a vinícola recebe visitantes por agendamento para degustação e vendas em loja própria. O fato de estar em área urbana, no entendimento de Gasperin, facilita o acesso do público.

Na Vinícola Casa Motter, meta é aumentar a produção de vinhos de guarda

Empresa investe na ampliação das barricas de madeira de origem francesa

Empresa investe na ampliação das barricas de madeira de origem francesa


casa motter/divulgação/jc
Uma das maiores vinícolas de Caxias do Sul, com capacidade para 3 milhões de litros anuais, a Casa Motter começa a intensificar a elaboração de vinhos de guarda com a meta de que represente em torno de 10% dos volumes totais. Para atender esta nova linha, a empresa investe na ampliação das barricas de madeira de origem francesa. "É importante para o negócio ter uma linha com maior agregação de valor e margens de venda mais robustas", explica Michel Motter, enólogo e integrante da terceira geração. Anualmente, a empresa tem elaborado em torno de 2 milhões de litros, com pequeno volume de vinhos de guarda.
Uma das mais recentes novidades da marca é a linha Azul Ice, ideia desenvolvida a partir de uma viagem de Motter à Europa. A bebida é elaborada com uva moscato e ganha a cor pela adição de corante. "A proposta é de um drink leve, sem imposições de harmonização. Pode ser servido como aperitivo, drink, coquetel e sangrias com frutas, gelo e outras bebidas", descreve o autor da ideia.
Localizada no mesmo espaço onde Guerino Motter, neto do imigrante italiano Valentino Motter, iniciou a vinificação no porão, juntamente com a esposa e nove filhos, a empresa tem um portfólio amplo, que contempla vinhos de mesa e finos, suco e espumante, este incorporado há dois anos. A matéria-prima usada é 90% originária de terceiros. Os produtos podem ser encontrados em garrafas, embalagem pet e bag-in-box.
De acordo com Michel Motter, a vinícola foi oficialmente constituída em 1974. Tem o Rio Grande do Sul como principal mercado, mas atuação nacional por meio de distribuidores e representantes. Neste ano deve concretizar sua primeira exportação, embarcando produtos para o México.
O enoturismo também é objetivo dos gestores, que preparam investimento em estrutura na estrada que liga os municípios de Nova Petrópolis e Gramado, contemplando degustação, restaurante e varejo. Motter explica que a escolha pelo local se deve à condição de que a maioria dos clientes diretos vem da Região das Hortênsias.
 

De Mori e seu tradicional vinho de mesa

Empresa registrou redução nas vendas durante o período de pandemia

Empresa registrou redução nas vendas durante o período de pandemia


de mori/divulgação/jc
Administrada e operacionalizada exclusivamente por membros da família, a Vinícola De Mori ainda tem no vinho de mesa o seu principal negócio. No entanto, assim como boa parte das demais marcas, também incrementa as linhas de vinhos finos e de espumantes na sua produção anual de cerca de 90 mil a 100 mil. Os atuais gestores fazem parte da quinta geração.
Juliana Lopes de Souza Demori, responsável comercial e esposa de um dos sócios, destaca que a uva para os vinhos de mesa é cultivada em parreirais próprios e para os finos é integralmente adquirida de terceiros, o que traz alguns problemas de fornecimento e preços. Para amenizar esta situação, os gestores avaliam novos plantios fora de Caxias, onde a terra é muito valorizada. "Estamos prospectando oportunidades em Pinheiro Machado, que tem um solo mais arenoso, por decorrência mais benéfico para o cultivo de algumas variedades", explica.
O objetivo, no momento, é investir na estrutura fabril com aquisição de mais tanques e equipamentos em geral. Também é meta a compra de barricas de carvalho para qualificar a produção de algumas linhas. O mais recente aporte foi de R$ 300 mil, financiado com recursos do Pronaf.
Ao contrário da maioria das demais empresas do setor, que consolidou expressivo aumento de vendas durante a pandemia, a vinícola De Mori teve queda em função do perfil de seu público consumidor, que tem por hábito comprar produtos diretamente na loja montada junto à propriedade, onde estão o complexo fabril e os vinhedos. "Temos uma forte concentração regional e um consumidor de mais idade, que ficou em casa para evitar a contaminação", destaca. A situação fez com que a empresa passasse a entregar a domicílio para atender os clientes.
Juliana destaca que a maior parte das vendas é feita por telefone, com envio por transportadora diretamente para o consumidor final. Os principais mercados são os estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Brasília, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. "Só não enviamos para o Norte, porque o custo de transporte inviabiliza os negócios", assinala. Os envios são mensais para a maioria dos clientes. Afora esta estratégia, a vinícola também tem uma loja parceira em Osasco (SP). A gestora comercial ressalta que, durante a pandemia, abriram-se oportunidades em empórios e pequenos comércios.
Durante o período da vindima, a propriedade recebe turistas de fora do estado por indicação de clientes mais antigos. Mas o atendimento de resume à visitação, degustação e compras. "Acredito que temos potencial para investir no enoturismo, mas o custo de implantação é elevado e exige muita mão de obra. Como o movimento ainda é pequeno, se torna um risco muito alto para uma organização de pequeno porte como a nossa", salienta.