Desde 2007, a construtora Lyx planeja, viabiliza, constrói e entrega moradias por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em todo o Brasil. Originalmente carioca, a empresa chegou ao Rio Grande do Sul em 2023 e, desde então, ampliou sua atuação no mercado gaúcho. Hoje, o Estado representa mais de 50% do faturamento da construtora.
Em parceria principalmente com a Caixa Econômica Federal, a Lyx reúne as certificações exigidas pelo banco, compra os terrenos e constrói seus empreendimentos. Em seguida, os imóveis ficam disponíveis para o mercado e para os beneficiários que se encaixam na faixa de renda necessária do programa para adquirir o imóvel - a construtora trabalha com as faixas 2 e 3, nas quais a renda bruta familiar varia de R$ 3.201 a R$ 9.600.
Conforme o sócio e vice-presidente comercial da empresa, Paulo Antônio Kucher, a Lyx possui como principal objetivo e missão a construção de habitações populares pelo MCMV, levando moradia digna para as populações de baixa renda. Com 70% do público com idade entre 19 e 30 anos, a empresa se concentra no mercado de primeiro imóvel.
“No início do ano, o Minha Casa, Minha Vida mudou algumas regras, o que foi muito benéfico. Agora, o Programa passou a reconhecer os ganhos de motoboys, entregadores e motoristas de aplicativo como renda formal”, aponta o vice-presidente. Kucher explica que a formalização da renda facilita a análise de crédito dos beneficiários com os bancos e, consequentemente, a participação no Programa. Desde o início das novas regras, as vendas da Lyx cresceram 15% no Rio Grande do Sul, com um aumento de 40% na procura pelos empreendimentos.
O Estado é um mercado em crescimento e de grande interesse da empresa de moradias, segundo o vice-presidente, principalmente pelo alto déficit habitacional. Por essa razão, pelos próximos três anos, a Lyx irá lançar mais de 6 mil unidades no RS, com a economia gaúcha sendo o principal mercado da empresa.
Os consumidores gaúchos, de acordo com a construtora, possuem características próprias. Na Capital, sobretudo após as enchentes de 2024, a preocupação dos compradores com fatores como localização, infraestrutura e equilíbrio entre custo-benefício e qualidade de vida nos empreendimentos aumentou. As novas necessidades dos gaúchos se alinham aos projetos entregues pela Lyx, o que explica o interesse pelo Estado e o crescimento na procura e faturamento.
“Quando lançamos o primeiro condomínio-clube, em 2010, parecia uma insanidade. Nós entregamos nos nossos projetos: piscina com prainha, áreas de lazer, cinema, quadra poliesportiva, espaço kids, salão de festa e academia. Tudo equipado e decorado, o que não é o esperado de imóveis que são feitos para o Minha Casa, Minha Vida”, destaca Kucher. Com uma proposta diferente do convencional, o vice-presidente argumenta que, para a Lyx, qualidade de vida não é apenas ter um teto, mas muito mais que isso.
“Nossa preocupação é muito maior que apenas o mínimo. Por exemplo, nas enchentes de 2024, nenhuma das obras da Lyx foi afetada. Nós temos uma responsabilidade muito grande na hora da seleção e da compra desses terrenos, pensando nesse tipo de possibilidade.” O vice-presidente explica que a aquisição de uma casa, a decisão de comprar o primeiro imóvel, é uma das decisões importantes na vida de alguém, por isso a empresa possui cuidado com todas as etapas e necessidades dos clientes.
Para ele, o maior desafio dos próximos anos será contar com um cenário macroeconômico estável, que permita às pessoas comprar o primeiro imóvel. Nesse sentido, a redução da taxa Selic e do desemprego, aliada a uma menor inadimplência, pode contribuir para esse cenário. Esses fatores facilitam a análise de crédito e ampliam o acesso de jovens à casa própria.