CEO da Viacerta
Durante décadas, consolidou-se a ideia de que crescer profissionalmente significava aproximar-se dos grandes centros. Jovens deixavam suas cidades em busca de oportunidades e empresas transferiam estruturas para perto dos principais mercados. O interior era frequentemente visto como ponto de partida. Raramente como destino. Essa lógica mudou. Tecnologia, novas formas de trabalho e uma economia menos dependente da proximidade física redesenharam a geografia das oportunidades. Para o interior gaúcho, abriu-se a possibilidade de deixar de ser apenas formador e exportador de talentos para também retê-los e oferecer carreiras de alta qualificação.
Hoje, uma empresa instalada no interior gaúcho pode disputar o mesmo profissional com organizações de Porto Alegre, São Paulo ou até de outros países. O endereço mudou de importância; a qualidade da oportunidade, não. Quando um profissional encontra uma carreira qualificada onde escolheu viver, renda, conhecimento e capacidade de inovação permanecem na região. Formam-se novas lideranças, movimentam-se outros negócios e cria-se uma referência para uma geração que já não precisa enxergar a saída de sua cidade como condição para crescer.
Por isso, formar pessoas também é estratégia de desenvolvimento regional. Empresas, instituições de ensino e comunidades precisam contribuir para ampliar a base local de conhecimento e criar caminhos para que jovens enxerguem perspectivas onde vivem. No Rio Grande do Sul, há uma tradição de negócios que nasceram longe da Capital, cresceram conectados às suas comunidades e alcançaram mercados nacionais sem romper esse vínculo. Essa proximidade produziu conhecimento, cultura e relações que também têm valor econômico.
Continue sua leitura, escolha seu plano agora!