Cassia Campos
Governance Officer da Sustentalli
A construção civil desempenha papel central no desenvolvimento econômico e social do Brasil, responsável por erguer moradias, escolas, hospitais, indústrias e infraestrutura urbana. É um setor que movimenta cadeias produtivas, gera empregos e impulsiona investimentos. Porém, sua relevância vem acompanhada de desafios ambientais significativos, especialmente pelo alto consumo de recursos naturais e pela geração de resíduos.
O relatório Status Global para Edificações e Construção, publicado pelo PNUMA em 2024, evidencia a necessidade urgente de transformação: o setor respondeu por cerca de 21% das emissões globais de gases de efeito estufa. Em 2022, edifícios representaram 34% da demanda mundial de energia e 37% das emissões de CO₂ relacionadas à energia e processos industriais. Esses números mostram que a construção civil é decisiva para o cumprimento das metas climáticas e para a transição rumo a uma economia de baixo carbono.
Diante desse cenário, a sustentabilidade tornou-se um imperativo estratégico. A pressão por legislações ambientais mais rigorosas, a necessidade de reduzir emissões, a demanda por edificações eficientes e a maior conscientização de consumidores e investidores impulsionam mudanças profundas no setor. Construir de forma sustentável significa projetar para eficiência, durabilidade, adaptabilidade, regeneração e redução de impactos, sempre com foco na melhoria da qualidade de vida.
A responsabilidade social também integra esse processo: garantir segurança aos trabalhadores, dialogar com comunidades, mitigar impactos no entorno e valorizar fornecedores locais são práticas essenciais para obras mais responsáveis.
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