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Publicada em 17 de Agosto de 2025 às 16:00

Estruturação do Trino Polo começou há mais de 20 anos

Evento Bom Dia TI é realizado mensalmente há mais de 15 anos

Evento Bom Dia TI é realizado mensalmente há mais de 15 anos

Trino Polo/Divulgação/JC
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Roberto Hunoff
Roberto Hunoff Jornalista
A estruturação do APL Tecnologia da Informação da Serra Gaúcha iniciou em meados de 2002 a partir do movimento de 25 empresas do setor de informática, prefeitura, governo estadual, entidades e associações empresariais e instituições de ensino e pesquisa de Caxias do Sul. Uma das primeiras medidas foi a criação da Associação das Empresas do Polo de Informática, com a adesão de 59 empresas, além de outras representações públicas e privadas.
A estruturação do APL Tecnologia da Informação da Serra Gaúcha iniciou em meados de 2002 a partir do movimento de 25 empresas do setor de informática, prefeitura, governo estadual, entidades e associações empresariais e instituições de ensino e pesquisa de Caxias do Sul. Uma das primeiras medidas foi a criação da Associação das Empresas do Polo de Informática, com a adesão de 59 empresas, além de outras representações públicas e privadas.
Maletz cita a liderança da entidade no setor em número de associados | Edison Maletz/Arquivo Pessoal/JC
Maletz cita a liderança da entidade no setor em número de associados Edison Maletz/Arquivo Pessoal/JC
Em 2006, foi constituída a Associação Polo de Informática de Caxias do Sul como instituição civil, sem fins lucrativos, reunindo apenas as entidades que compõem a governança do APL, que ganhou a denominação de Trino Polo. Atualmente, são 10 entidades e 105 empresas contribuintes. "É a entidade de empresas de tecnologia da informação com o maior número de associados do Rio Grande do Sul", destaca Edison Maletz, gerente executivo. O APL também agregou associados da Infobento, que era uma entidade do setor com base em Bento Gonçalves.
O executivo recorda que o movimento nasceu de forma natural, com forte apoio da Prefeitura de Caxias do Sul. Desde a constituição, o APL tem sustentabilidade financeira própria a partir das mensalidades dos associados e se habilita em editais do governo para outros projetos. "Com certeza, faríamos mais se o Estado aportasse valores maiores no programa", enfatiza.
Com os recursos liberados pelo governo via editais, média de R$ 100 mil por entidade contemplada nos últimos anos, o Trino Polo prioriza cursos de capacitação online em áreas mais avançadas para a gestão das empresas, contratação de consultorias e mentorias com especialistas. "Pelo baixo valor liberado, os eventos presenciais tornaram-se inviáveis pelos custos de viagem e hospedagem dos palestrantes", argumenta Maletz.
Outra iniciativa do APL é o café da manhã mensal, denominado Bom Dia TI e realizado há 15 anos, com foco em palestras de conteúdos relevantes para os associados. Há, também, cursos e treinamentos em espaços cedidos pelas instituições de ensino parceiras. "Em um ano chegamos a oferecer 10 treinamentos de formação técnica para colaboradores em áreas de gestão, rede, segurança e programação", recorda. Em 2024 foi firmada parceria com a Rockeseat, especializada em trilha de aprendizagem para TI, garantindo descontos aos associados. Os encontros têm periodicidade semestral, com a participação de 30 a 40 pessoas. Empresas não associadas podem participar de todas as atividades, mas com valores mais elevados.
Entre as principais preocupações estão os desdobramentos da reforma tributária, que deverá trazer forte oneração fiscal para o setor, colocando-o no topo dos contribuintes. Também preocupa a carência de mão de obra. Para sanar este problema, está em desenvolvimento um projeto com recursos do Estado para apresentar nas escolas palestras sobre tecnologia da informação e oferecer cursos de introdução à atividade.
Na busca por atrair mulheres, que têm baixa presença no setor, o Trino Polo criou, em parceria com o Senac, o projeto Elas na TI. São 210 horas de capacitação exclusiva para as mulheres. As 12 participantes da primeira turma receberam diplomas em janeiro deste ano.
Já o movimento Trino Mulher visa ao fortalecimento do protagonismo feminino no setor. "Buscamos integrar, capacitar e dar visibilidade às mulheres que atuam ou desejam ingressar no setor de TI, promovendo um ambiente mais inclusivo e ampliando as oportunidades para profissionais femininas na área", afirma o executivo. Também está no radar do APL atrair gestores de TI de empresas de outros segmentos produtivos. "São consumidores de serviços que provemos e queremos entender as duas dores, visando maior integração", ressalta.
 

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