Em "Quente, plano e lotado", Thomas Friedman observa que não foi por acaso que o Citibank, os bancos da Islândia e até os "bancos de gelo" da Antártida se derreteram ao mesmo tempo. Para ele, tudo isso ocorreu como resultado direto de um processo acelerado e desordenado de desenvolvimento nos principais países do mundo, baseado em um modelo econômico e ambientalmente insustentável, que explora os recursos naturais de forma predatória.
Um dos jornalistas mais respeitados dos EUA, Friedman destaca como os avanços tecnológicos e da comunicação têm conectado pessoas como nunca antes — gerando uma explosão de consumo em países emergentes como Brasil, Índia e China, e pressionando o restante do planeta a correr para não ficar para trás.
Embora reconheça o "achatamento do mundo" como uma força transformadora e, em muitos aspectos, positiva para os negócios e o meio ambiente, ele alerta: o modelo de crescimento que adotamos desestabilizou profundamente tanto o Mercado quanto a Mãe Natureza - atingindo um ponto crítico que já não pode mais ser ignorado.
Com base em uma rede sólida de fontes ao redor das principais economias globais e uma visão aguçada da evolução da economia mundial, Friedman antecipa a próxima onda de inovações, impulsionada pela escassez de matérias-primas e pela urgência de soluções sustentáveis.
"Quente, plano e lotado: os desafios e oportunidades de um novo mundo"; Thomas L. Friedman; Editora Objetiva; 624 páginas; R$ 119,90.