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Publicada em 09 de Março de 2025 às 16:00

Doces de Pelotas têm forte aceitação junto aos turistas

Em busca de maior visibilidade, demanda é por vendas a outros mercados

Em busca de maior visibilidade, demanda é por vendas a outros mercados

Exemplifique Comunicação/Divulgação/JC
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Roberto Hunoff
Roberto Hunoff Jornalista
A região conhecida como Antiga Pelotas é o espaço delimitado da Indicação de Procedência (IP) que preserva e mantém as receitas de doces finos vindos da Europa, essencialmente de Portugal. A IP, criada em agosto de 2011, é gerida pela Associação dos Produtores de Doces de Pelotas e tem a adesão de 14 empresas de diferentes municípios da região, como Arroio do Padre, Capão do Leão, Morro Redondo, São Lourenço do Sul e Turuçu, além de Pelotas.
A região conhecida como Antiga Pelotas é o espaço delimitado da Indicação de Procedência (IP) que preserva e mantém as receitas de doces finos vindos da Europa, essencialmente de Portugal. A IP, criada em agosto de 2011, é gerida pela Associação dos Produtores de Doces de Pelotas e tem a adesão de 14 empresas de diferentes municípios da região, como Arroio do Padre, Capão do Leão, Morro Redondo, São Lourenço do Sul e Turuçu, além de Pelotas.
Maria Helena Lubke Jeske, gestora da Imperatriz Doces Finos e uma das primeiras a aderir ao movimento, destaca que ao longo desta década o produto ganhou visibilidade e valorização, principalmente junto aos turistas que visitam a região ou nas feiras em que o setor participa. "Temos um produto diferenciado, de qualidade própria e única. Embora em ascensão, ainda falta maior conhecimento do consumidor. Teríamos capacidade para aumentar a produção, o que não ocorre por falta de demanda", comenta. Outro benefício da IP é o combate ao uso indevido do nome Pelotas para a produção de doces.
Para ter direito ao uso do selo, a fábrica, independentemente do tamanho, deve cumprir o que exige a vigilância sanitária e não comprar produtos no mercado informal, além de ser sócia da entidade. Maria Helena destaca que esses processos são seguidamente revistos, passando por vistorias visando melhorar ainda mais os sistemas de controle das empresas. "É preciso qualificar sempre para que o consumidor tenha mais informações, o que repercute no conhecimento maior da indicação de procedência", afirma.
Nenhum doce tradicional de confeitaria de Pelotas utiliza leite condensado. A base das receitas desses produtos, vindas de Portugal, foi mantida, com base em ovos e açúcar. As transformações ocorridas no decorrer do tempo agregaram mais qualidade e valor aos produtos. A IP Pelotas autoriza a produção dos doces bem casado, quindim, ninho, camafeu, olho-de-sogra, pastel de Santa Clara, papo de anjo, fatias de Braga, trouxas de ovos, queijadinha, broinha e beijinho de coco, amanteigado e doces cristalizados de frutas.
A maioria dos insumos é adquirida fora da região delimitada por falta de fornecedores, além de vários serem importados da Europa, como amêndoas. Na avaliação de Maria Helena, criar uma cadeia é difícil, pois a demanda de alguns itens, como ovos, por exemplo, é muito grande. Há, na região, uma granja, mas com capacidade inferior à necessária para atender uma única doceria. "Também tem o aspecto cultural, pois o doce que elaboramos tem criação portuguesa, o que exige alguns ingredientes não ofertados no Brasil", relata. Uma dificuldade para a venda fora do Estado ou exterior é a perecibilidade dos doces. Há, no entanto, um movimento para atender a demanda crescente destas regiões. "O consumo é global, porque nos eventos em que participamos há visitantes de dezenas de países. Estamos avaliando formas para vendas diretas mais frequentes a estes outros mercados. A procura tem melhorado com a divulgação pelas empresas e pela associação", registra. Uma demanda da entidade é o desenvolvimento maior do turismo na região, o que se refletiria nas vendas e valorização dos doces.

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