Um dos raros e com mais de 30 anos de experiência na restauração de antiguidades, Edgar Isoton, em parceria com a esposa Carine Verza, administra o antiquário O Porão, em Caxias do Sul, criado pouco antes da pandemia de Covid. Isoton recorda que ingressou na atividade no período de ascendência do mercado de madeira de demolição, produto muito procurado por arquitetos. "Entrei no mercado para aproveitar aquele momento, e sigo até hoje", destaca.
Com a experiência de três décadas afirma que o mercado de antiguidades está consolidado e em crescimento, pois parcela representativa do cliente de hoje não se importa mais se a peça é original, réplica ou retrô. "O público é muito diversificado, razão para que os antiquários agreguem outros tipos de produtos e invistam na oferta de itens que caíram em desuso no passado, como os vinis, que estão retornando com muita força. Mas também tem demanda para giletes e isqueiros, por exemplo", assinala.
Isoton identifica o ingresso significativo no mercado de pessoas com menor poder aquisitivo, pois vários antiquários estão trabalhando com preços mais acessíveis, algo raro no passado. As porcelanas constituem o produto principal do antiquário, que tem cerca de 2 mil peças em estoque. Dentre elas, de origem americana e alemã, principalmente, algumas com mais de 200 anos, como telégrafo. Na condição de restaurador também atende demandas de colecionadores.