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Publicada em 08 de Dezembro de 2024 às 16:00

Parque Coxilha Negra é o principal complexo eólico em construção em território gaúcho

Unidade está sendo implementada em Santana do Livramento, e já tem aerogeradores em operação

Unidade está sendo implementada em Santana do Livramento, e já tem aerogeradores em operação

/Alessandro Taciro/ Eletrobras CGT Eletrosul/Divulgação/JC
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Jefferson Klein
Jefferson Klein Repórter
O Coxilha Negra é o novo parque eólico em implantação pela Eletrobras (através da sua subsidiária Eletrosul) em Santana do Livramento, com investimento estimado em mais de R$ 2 bilhões. O empreendimento terá a capacidade instalada de 302,4 MW - energia equivalente ao atendimento de uma região com 1,5 milhão de consumidores.
O Coxilha Negra é o novo parque eólico em implantação pela Eletrobras (através da sua subsidiária Eletrosul) em Santana do Livramento, com investimento estimado em mais de R$ 2 bilhões. O empreendimento terá a capacidade instalada de 302,4 MW - energia equivalente ao atendimento de uma região com 1,5 milhão de consumidores.
Segundo o vice-presidente de Engenharia de Expansão da Eletrobras, Robson Campos, é estimada a criação de 1,3 mil empregos diretos, nos diversos estágios das obras, iniciadas em 2022. Ocupando área total de 8.644 hectares, o novo empreendimento contará com 72 aerogeradores, em três conjuntos de usinas: Coxilha Negra 2 (24 aerogeradores e 100,8 MW), Coxilha Negra 3 (25 aerogeradores e 105 MW) e Coxilha Negra 4 (23 aerogeradores e 96,6 MW). O sistema de transmissão associado é composto por duas linhas de transmissão e duas novas subestações coletoras exclusivas, além da ampliação de uma unidade existente.
Até meados de outubro, o Coxilha Negra contabilizava 55 aerogeradores completamente montados nas usinas 2, 3 e 4. Desse total, 23 estruturas de Coxilha Negra 2 estavam operando comercialmente. Outros 24 aerogeradores seguiam em fase de testes em Coxilha Negra 3 e 4. Cada aerogerador tem 125 metros de altura, pesa mais de 1,3 mil toneladas e possui potência instalada de 4,2 MW.
"A energia gerada em operação comercial está disponível no sistema interligado nacional, sendo comercializada no ambiente de contratação livre, também conhecido como mercado livre de energia (formado por consumidores de grande porte que podem escolher de quem comprar a geração)", informa Campos. O dirigente afirma que, comprometida com a estratégia de expansão para se tornar 100% renovável, a Eletrobras segue investindo em diversas regiões do Brasil, incluindo a prospecção de novos projetos em aproveitamento ao potencial eólico do Rio Grande do Sul. "Hoje, 97% da energia gerada pela empresa é limpa", aponta o vice-presidente de Engenharia de Expansão. O objetivo é elevar esse percentual, garantindo o alcance da meta Net Zero até 2030, como definido no planejamento estratégico da companhia.
Para o dirigente, o Rio Grande do Sul tem um papel de destaque na transição energética, considerando o enorme potencial eólico do Estado. Além das condições favoráveis de vento, a região apresenta excelente geografia para a instalação de parques eólicos, com vastas áreas planas ou de relevo suave.
Ele cita ainda que as atividades econômicas praticadas nessas regiões podem coexistir com o aproveitamento do potencial de geração a partir dos ventos, sendo uma ferramenta de desenvolvimento local. Entre os benefícios da implantação desse tipo de empreendimento, Campos destaca a movimentação da economia, melhoria na infraestrutura, geração de recursos a partir de arrendamento pelo uso das terras, criação de empregos e contrapartidas sociais.
"O Estado possui, ainda, uma ampla infraestrutura de transmissão para o escoamento da energia proveniente dos parques eólicos", assinala o integrante da Eletrobras. Essa facilidade de conexão das regiões com maior potencial de ventos pode resultar em projetos com menor custo, além da disponibilidade de diversas opções de interligação com os sistemas elétricos do Sul e Sudeste. Outro fator que reforça a atratividade para a instalação de parques eólicos, aponta Campos, é a boa malha de estradas, portos, aeroportos e telecomunicações.
 

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