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Publicada em 04 de Novembro de 2024 às 00:50

Indústria da areia aposta em alta na produção em 2025

O Rio Grande do Sul mantém uma produção média de 10 milhões de toneladas de areia 
por ano

O Rio Grande do Sul mantém uma produção média de 10 milhões de toneladas de areia por ano

/CLAITON DORNELLES/ARQUIVO/JC
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Roberta Mello
A indústria da areia no Brasil, e particularmente no Rio Grande do Sul, desempenha um papel fundamental no segmento da construção civil, sendo um insumo essencial para a produção de concreto, argamassa e outros materiais usados em obras de infraestrutura e edificações. Essa presença vem de tempos remotos, servindo de base para as pirâmides egípcias, e se reflete até hoje em casas e edifícios. Com uma demanda crescente impulsionada pelo crescimento urbano, desenvolvimento econômico e obras de infraestrutura, a extração de areia é uma atividade fundamental, mas que também traz desafios ambientais e regulatórios.
A indústria da areia no Brasil, e particularmente no Rio Grande do Sul, desempenha um papel fundamental no segmento da construção civil, sendo um insumo essencial para a produção de concreto, argamassa e outros materiais usados em obras de infraestrutura e edificações. Essa presença vem de tempos remotos, servindo de base para as pirâmides egípcias, e se reflete até hoje em casas e edifícios. Com uma demanda crescente impulsionada pelo crescimento urbano, desenvolvimento econômico e obras de infraestrutura, a extração de areia é uma atividade fundamental, mas que também traz desafios ambientais e regulatórios.
Estima-se que o Brasil produza anualmente aproximadamente 340 milhões de toneladas de areia, sendo uma das maiores fontes de recursos minerais não metálicos, de acordo com dados da Agência Nacional de Mineração (ANM). O setor está bastante distribuído geograficamente, com extração ocorrendo em praticamente todas as regiões, devido à abundância de recursos e à demanda constante. Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os maiores consumidores e também os maiores produtores do bem.
No Rio Grande do Sul, a produção média de areia se mantém em cerca de 10 milhões de toneladas por ano, de acordo com o Sindicato da Indústria da Mineração de Brita, Areia e Saibro de Estado do RS (Sindibritas) e Associação Gaúcha dos Produtores de Brita, Areia e Saibro (Agabritas/RS). Em 2023, houve leve queda para 8,7 milhões de toneladas produzidas, mas a expectativa é que em 2024 a demanda volte a crescer, especialmente devido às obras de recuperação da infraestrutura após eventos climáticos severos e de reconstrução após enchentes de maio de 2024.
A areia pode ser extraída de diferentes fontes, como rios, dunas e leitos secos de antigos cursos de água. No Brasil como um todo, a maior parte da areia utilizada na construção vem da mineração de areia fluvial, extraída de leitos de rios e corpos d'água, com foco no uso na construção civil.
A mineração de agregados no Rio Grande do Sul é uma atividade disseminada por todo o Estado, com operações contínuas que atendem a uma demanda considerável, especialmente nas regiões de maior concentração demográfica, como a Região Metropolitana de Porto Alegre. Os grandes centros urbanos são os maiores consumidores deste produto, embora não sejam necessariamente os maiores produtores. É o caso de Porto Alegre, abastecida principalmente por materiais provenientes da região do Delta do Jacuí, já que atualmente a exploração no Guaíba não é permitida.
A extração envolve, em grande parte, a retirada de areia dos leitos dos rios com dragas e maquinário pesado. O processo começa com a retirada da areia do fundo do rio, que é transportada até as margens, onde passa por processos de lavagem e separação para retirar impurezas e garantir a qualidade do material. Tanto a extração quanto o transporte desse insumo são influenciados pelas características geográficas e pela proximidade dos recursos hídricos, como os rios, de onde grande parte da areia é retirada.
Por ser uma atividade de mineração, necessita de cuidado e regulação devido ao seu impacto ambiental. A retirada de grandes volumes de areia dos leitos dos rios pode causar erosão, alteração no fluxo dos cursos d'água, destruição de habitats aquáticos e até a salinização de lençóis freáticos em áreas costeiras.
No Brasil, a mineração de areia é regulamentada por órgãos ambientais estaduais e federais, como o Ibama e a Agência Nacional de Mineração (ANM), e é necessário que as empresas cumpram com regras rigorosas de licenciamento ambiental, manejo adequado das áreas de extração e recuperação ambiental após o uso. No Rio Grande do Sul é regulada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema).
As empresas que operam na mineração de areia devem obter licenças ambientais, que incluem um plano de manejo sustentável e medidas de mitigação para reduzir os impactos ambientais. E a profissionalização e modernização dos processos devem ser as principais aliadas do setor de mineração de agregados no Estado.
 

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