No mercado de desenvolvimento de softwares há 37 anos, a PWI Sistemas, com sede em São Paulo, prepara a instalação de uma filial na Região das Hortênsias, com prioridade para a localização entre as cidades de Gramado e Canela. O objetivo é que a unidade inicie operações ainda neste ano ou no tardar, em 2025, para atender a forte expansão de parques temáticos na região.
O diretor Tássio Pereira estima investimento na casa de R$ 1,5 milhão e acréscimo de 20 vagas ao quadro, hoje formado por 150 pessoas empregadas na matriz, em São Paulo, número 25% superior ao da pré-pandemia. "Acreditamos ser suficiente para o primeiro momento", projeta.
Além do atendimento aos parques, hoje responsáveis por cerca de 30% do faturamento, a empresa acredita na evolução dos negócios no segmento ótico, atualmente seu principal negócio, com cerca de 60%. "Com uma filial na Região das Hortênsias, acreditamos ser possível elevar a carteira de clientes óticos no Rio Grande do Sul e Santa Catarina", explica.
O diretor pondera que no setor ótico os dois estados ainda têm pouca representatividade no faturamento da empresa. "Temos uma boa carteira de clientes, atendendo, basicamente, via remota. Por isso, a presença física deverá trazer incremento interessante", estima.
De acordo com Pereira, a empresa desenvolve produtos padrões, mas no caso dos parques são sistemas customizados. Segundo ele, a PWI virou especialista nesta modalidade em função do conhecimento técnico e de mercado adquirido ao longo do tempo. Assinala que a nova política pública de conceder parques à iniciativa privada aumentou a demanda por sistemas.
Atualmente, são atendidos em torno de 140 parques em todo o país, dos quais a metade está localizada no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os principais produtos da empresa são voltados à venda de ingressos e controle de acesso. Dependendo do porte da operação, há também sistemas para a gestão do espaço, incluindo toda a parte financeira.
Pereira recorda que a pandemia sanitária provocou queda de 30% na receita da empresa, basicamente pelo fechamento dos parques temáticos. "Foi assustador, mas conseguimos resistir em função da administração sólida e boa relação com os clientes", observou. Para ele, as adequações e os incentivos dos governos foram determinantes para salvar o segmento.
O executivo lembra que, no passado, o maior cliente da empresa foi o parque Beto Carreiro, de Penha (SC). Com a evolução do parque, a PWI expandiu sua atuação para o Rio Grande do Sul, especialmente Gramado, e Santa Catarina. "Começou a surgir uma variedade muito grande de aplicações nessas atrações", recorda.