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Publicada em 12 de Maio de 2024 às 16:00

Do Maranhão vem a primeira marca de óculos indigenista

Cattu desenvolve coleções com matéria-prima orgânica

Cattu desenvolve coleções com matéria-prima orgânica

Roberto Hunoff/especial/jc
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Roberto Hunoff
Roberto Hunoff Jornalista
No encontro do Rio Corda e Mearim, no Maranhão, nasceu a marca Cattu, que tem na cultura indígena a inspiração das suas coleções. No primeiro ano de existência, em 2019, a empresa lançou sete coleções, duas delas como piloto. A comercialização efetiva, no entanto, teve início em 2020, em plena pandemia, por meio do e-commerce. A família de Wesley Negreiros, diretor executivo da Cattu, trabalha há 30 anos no segmento, com laboratório e clínica. "Agora temos marca e produção própria, com design autoral. Os óculos são feitos artesanalmente a partir de materiais orgânicos, como acetato italiano de celulose e lentes mineralizadas", afirma.
No encontro do Rio Corda e Mearim, no Maranhão, nasceu a marca Cattu, que tem na cultura indígena a inspiração das suas coleções. No primeiro ano de existência, em 2019, a empresa lançou sete coleções, duas delas como piloto. A comercialização efetiva, no entanto, teve início em 2020, em plena pandemia, por meio do e-commerce. A família de Wesley Negreiros, diretor executivo da Cattu, trabalha há 30 anos no segmento, com laboratório e clínica. "Agora temos marca e produção própria, com design autoral. Os óculos são feitos artesanalmente a partir de materiais orgânicos, como acetato italiano de celulose e lentes mineralizadas", afirma.
O diretor destaca que Barra de Corda, cidade onde a empresa tem sede, é rodeada por comunidades Guajajaras, com as quais houve o vínculo para dar início à primeira marca de óculos indigenista do Brasil. "A convivência foi esclarecedora para que a gente pudesse montar um negócio com base na cultura indígena", relata.
Passada a pandemia, a empresa evoluiu para a abertura de um gate shop na capital São Luís, o que repercutiu no mercado, com a demonstração de interesse de vários lojistas pelo produto. O meio virtual, onde a marca desenvolve forte trabalho de marketing, responde pela maior parte dos negócios. Além de atuar em todo o país, tem clientes nos Estados Unidos. "Temos um trabalho de divulgação da marca junto a alguns consumidores. A facilidade logística também favorece", explica.
Negreiros explica que a empresa não fabrica a lente, que é feita em parceria com a marca Zeiss. A armação tem desenvolvimento e produção própria. Segundo ele, a diferença não está somente no produto, mas na forma de trabalho. "Feito manualmente, os óculos têm encaixe e acabamento interessantes, além de ser confortável, o que é básico para quem faz o uso diário", relata.
O diretor destaca ainda o fato de o cliente adquirir um produto feito com base na cultura dos povos originais. Também permite a personalização, o que tem atraído o interesse de vários lojistas, que propõem cores e design de suas preferências, além de coleções de datas específicas, como o aniversário da loja. "O lojista tem a oportunidade de colocar à venda um produto diferenciado", assegura.
O desenvolvimento parte das tendências captadas junto a públicos-alvo para coleções primavera-verão e outono-inverno. Negreiros destaca que são trabalhadas, principalmente, as diferenças de visagismo do rosto brasileiro, resultando em uma curadoria de design e de cores. "Sempre temos um olhar para elementos da natureza, para a cultura maranhense e para conexões com os povos originários do Brasil", observa.
A produção dos óculos é feita no Rio de Janeiro, com empresa parceira, a partir do desenvolvimento das coleções em São Luís. De acordo com Negreiros, este formato decorre, principalmente, pela condição de o Nordeste não ter a cultura de produção de óculos e ser carente de mão de obra qualificada.
A Expo Óptica foi a estreia da empresa em feiras, ação que integra o plano de expansão da marca. Também estão em formatação investimentos no B2B, inclusive para ampliar as vendas fora do Brasil, e a busca de novas parcerias com lojistas. "A ideia de começar a participar de feiras é para que possamos conhecer parceiros internacionais e distribuidores, que nos ajudem a levar a marca para o exterior com mais força", projeta.
 

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