Roberta Mello, especial para o JC*
O Rio Grande do Sul é um estado com enorme vocação para a produção de alimentos de alta qualidade, que agradam, inclusive, os paladares mais exigentes. Em um esforço contínuo para destacar a excelência dos produtos locais e impulsionar a economia regional, o governo do Estado lançou o programa Produtos Premium, instituído por meio do decreto nº 55.515 de 30 de setembro de 2020. A iniciativa tem ganhado destaque e já está rendendo frutos significativos à economia local.
Programa promove e fomenta o desenvolvimento de cadeias produtivas
Selo pode ser encontrado nos rótulos de azeites de oliva e de carnes bovinas premium
/Estância das Oliveiras/Divulgação/JC
O programa busca promover e fomentar o desenvolvimento de cadeias produtivas que se destacam não apenas pelo sabor, mas também pela qualidade, sustentabilidade e inovação. Ao reconhecer as marcas e produtos que atendem a critérios rigorosos, o Estado busca se posicionar como um polo de excelência na produção de bens de consumo e conquistar novos mercados.
Hoje, o selo pode ser encontrado nos rótulos de azeites de oliva e de carnes bovinas premium. Mas a listagem já está em ampliação com inclusão, ainda neste ano, da cachaça e da carne de cordeiro produzidas em solo gaúcho no rol de produções destacadas.
A Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict) do governo do Estado lança os novos selos durante a Expointer 2023, que ocorre até 3 de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A secretaria é responsável por dialogar e analisar os pedidos dos setores produtivos e entidades representativas e avaliar a pertinência da inclusão de novos produtos ao programa. Um comitê gestor define os critérios técnicos de avaliação e realização das análises.
Uma das principais características da iniciativa é a parceria entre o governo, as indústrias e os produtores locais. Juntos, eles trabalham para garantir que os itens selecionados estejam em conformidade com padrões elevados de qualidade e ofereçam experiências únicas aos consumidores.
Essa colaboração permite que pequenos produtores também tenham a oportunidade de alçar voos mais altos, alcançando mercados antes inacessíveis.
O impacto econômico do Programa Produtos Premium é notório entre os empreendedores. O interesse por esses produtos selecionados vem aumentando consideravelmente, o que fica evidenciado pelo crescimento da sua presença nas gôndolas de supermercados e surgimento de empórios e outros estabelecimentos especializados. Além disso, o programa vem atraindo a atenção de investidores e turistas que desejam experimentar e conhecer de perto as iguarias locais.
A secretária de Ciência, Inovação e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Simone Stülp, diz que o programa está dentro de uma estratégia de colocar a inovação como componente fundamental para o desenvolvimento econômico e social do Estado. "Nosso foco é olhar para aqueles produtos nossos (gaúchos) que estão dentro de uma dinâmica em que poderiam ser classificados como tradicionais, mas que, ao agregar valor no sentido de incorporar qualidade e destacar os pontos positivos, você impulsiona a economia e o comércio deles, colocando efetivamente em uma prateleira em destaque", complementa Simone.
Em especial, Simone cita o caso do selo produto premium vinculado ao azeite de oliva, que está sendo algo interessante de ser trabalhado, pelo fato de ser um novo produto desenvolvido e que tem avançado na incorporação da certificação em uma dinâmica de toda cadeia de produção. Conforme a secretária, para que o agronegócio continue contribuindo para alavancar a economia gaúcha e cumprindo plenamente a vocação do Estado relacionada ao setor, a inovação é fundamental.
Para Simone, a inovação é uma necessidade diante dos desafios e um meio de enfrentar as mudanças climáticas, tanto no sentido de adaptação quanto de mitigação, e de aumentar a rentabilidade de lavouras de pequenos, médios e grandes produtores rurais.
À medida em que o Programa Produtos Premium do Rio Grande do Sul continua a prosperar, o Estado demonstra que investir na qualidade e na diferenciação é um caminho promissor para fortalecer a economia local e solidificar sua reputação como um produtor de renome mundial. Com a combinação de tradição e inovação, o Rio Grande do Sul segue conquistando paladares e mercados, deixando sua marca no cenário global.
"Inclusive, estamos fazendo um chamamento para que todos os setores olhem esta oportunidade como algo destacado em diferentes frentes, para que possamos avançar juntos", comenta Simone. A Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia está recebendo, até 2 de setembro (através do seu site), submissões de casos de sucesso resultantes da implementação de soluções tecnológicas inovadoras. O edital Casos de Sucesso em Inovação RS 2023 é uma iniciativa conjunta dos programas Produtos Premium, Techfuturo e Startup Lab e conta com três linhas temáticas correspondentes.
Relacionada ao programa Produtos Premium, está a linha "Produtos Premium em alimentos e bebidas", que receberá casos de sucesso de alimentos e bebidas de alto valor agregado para consumo humano, de empresas que utilizaram a estratégia de agregação de valor como forma de diferenciação, incorporando inovação e conhecimento. Serão selecionados até 20 casos de sucesso, distribuídos nas subáreas cachaças (10) e alimentos e bebidas em geral (10).
A ideia é identificar e selecionar histórias de empresas (entre elas startups e agroindústrias) em que se evidencie a inovação nas cadeias produtivas prioritárias do Estado. Os casos selecionados farão parte do e-book Casos de Sucesso 2023, que tem como objetivo promover produtos diferenciados desenvolvidos no RS e incentivar novos empreendimentos.
Objetivos do programa
Reconhecer os empreendimentos que buscam a estratégia de agregação de valor aos produtos;
Incentivar o empreendedorismo inovador e a competitividade nas empresas do RS;
Estimular e apoiar ações inovadoras nas cadeias produtivas dos setores tradicionais gaúchos;
Fomentar inovações em produtos, processos, gestão e marketing;
Promover os produtos de alto valor agregado do Estado.
Fonte: Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (Sict) / Governo do Estado RS
Azeite de oliva foi pioneiro na obtenção do selo
Produtos estrearam a certificação em 2022 e, neste ano, integram nova lista com a seleção dos melhores rótulos do País
/João Felipe Brum/Ascom Sict/JC
Uma das cadeias produtivas que mais crescem no Estado e que integram o programa, a olivicultura foi a primeira a integrar o programa. Através do contato com o Instituto Brasileira dos Produtores de Azeite (Ibraoliva), os produtos marcaram a estreia do selo em 2022 e, neste ano, integram nova lista com a seleção dos melhores rótulos fabricados no País. A linha premium, que se consolida como referência de qualidade, chega para reforçar a excelência dos produtos gaúchos e oferecer aos consumidores a garantia oficial de sua autenticidade.
Segundo Renato Fernandes, presidente do Ibraoliva, o selo é um marco importante para a indústria. "Ele não apenas nos diferencia, como coloca uma certificação oficial respaldada pelo governo, o que o torna (o selo) mais confiável do que outras premiações. E o melhor de tudo é que os produtores não precisam pagar para participar da seleção que leva à conquista do selo, ao contrário de muitos concursos internacionais", diz Fernandes, chamando atenção para o fato de a iniciativa ser democrática principalmente aos produtores iniciantes e pequenos.
"Nossa olivicultura é caracterizada por uma gama diversificada de produtos, com 66% dos produtores operando em áreas de até 20 hectares. Isso demonstra a relevância de um apoio governamental para que possamos continuar a crescer e prosperar."
Uma das principais vantagens de ter o selo de Azeite Extravirgem Premium, como enfatiza ele, é a credibilidade no mercado. "São feitas rigorosas análises físico-químicas e sensoriais. Todos os produtos que o obtêm passaram por testes que demonstram a isenção de defeitos, ao contrário da maior parte de azeites importados, que frequentemente mostram problemas como mofo e acidez avinagrada", salienta Fernandes. A etiqueta atestando qualidade coloca um atrativo real e uma certeza nas mãos dos consumidores, reitera o especialista.
Falando sobre os padrões de qualidade, Fernandes exemplifica: "Um dos critérios é a exigência de um nível de acidez inferior a 0,3%. Isso demonstra nosso compromisso com a produção de azeites de alta qualidade, sem comprometer o paladar." A iniciativa colabora também no enfrentamento a uma das grandes dificuldades do setor hoje - a expansão do mercado consumidor nacional e internacionalmente.
"Embora estejamos presentes em diversos mercados, enfrentamos desafios significativos. O Ibraoliva está trabalhando incansavelmente para reduzir as alíquotas tributárias, educar os consumidores e garantir a fiscalização adequada. Já estamos recebendo apoio do Ministério da Agricultura e da Polícia Federal, o que é um passo importante para combater a importação de produtos fraudulentos, e o selo mostrar como o governo do Estado está junto conosco nessa batalha para comprovar a excelência do que produzimos aqui", comemora Fernandes.
"Temos mais de 80 associados, a grande maioria deles agraciada com o Selo Produtos Premium em 2023. Isso comprova que nossa qualidade é realmente superior e autêntica. Estamos comprometidos não apenas com nossos produtos, mas também com a confiança que depositam em nós", salienta. Com esforços coordenados pelo Ibraoliva e seus associados, a olivicultura nacional está solidificando sua posição no cenário, demonstrando que a excelência é o cerne de cada gota de azeite produzida em território gaúcho.
A olivicultura no Rio Grande do Sul está relacionada com o setor de inovação. Até 20 anos atrás, dizia-se que o Estado não teria sucesso na produção de azeite de oliva, em função do clima considerado impróprio e da falta de capacidade técnica. No entanto, os produtores que apostaram nessa cultura, mesmo com o prognóstico negativo, colhem hoje o investimento que fizeram em pesquisa, formação e maquinário. Hoje, o Estado é o maior produtor de azeite de oliva do Brasil, respondendo por 75% da produção nacional, conforme dados do Ibraoliva.
Carne de cordeiro e cachaças premium selecionados ganharão o selo na Expointer
Demanda pela proteína de cordeiro vem aumentando no Brasil, o que levou produtores a investirem em tecnologia
/FERNANDO DIAS/SEAPDR/DIVULGAÇÃO/JC
Os próximos setores reconhecidos no Rio Grande do Sul pelo programa Produtos Premium, da Secretaria Estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia (SICT), serão o da cachaça e o da ovinocultura. A decisão conjunta foi aprovada pelo Comitê Gestor do programa ainda em 2022. O lançamento oficial dos selos ocorre durante a Expointer 2023: nesta terça-feira, às 16h25min, para os cordeiros, e nesta quinta-feira, no mesmo horário, para as cachaças, dentro do RS Innovation Agro Stage.
A ovinocultura de corte é uma das atividades econômicas mais tradicionais do Rio Grande do Sul. Nas últimas décadas, a demanda por esse tipo de proteína vem aumentando no Brasil, motivo que fez com que produtores investissem em tecnologia. Isso resultou em uma carne de cordeiro de alta qualidade e cortes diferenciados, agregando valor ao produto final.
Com foco em origem e excelência, o reconhecimento deverá ressaltar a existência de produtores diferenciados e valorizar novas formas de apresentação do produto, estimulando, dessa forma, a produção de raças ovinas de corte. Como resultados, destacam-se a organização de todos os elos da cadeia produtiva e a consequente oferta de um produto de melhor qualidade disponibilizado ao consumidor final.
A construção de uma ovinocultura mais forte, que é um objetivo do programa, depende da união de esforços entre produção, indústria e Estado, afirma João Bernardo da Silva Filho, sócio-diretor do Frigorífico CarneiroSul, situado em Sapiranga, e representante do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicadergs) nas câmaras setoriais da ovinocultura nacional e estadual.
"O selo marca um novo momento da indústria e reforça nossa tradição e cuidado na produção de carne, conectando-se à tradição histórica na produção de cordeiros no pampa gaúcho. Isso nos permitirá difundir e proporcionar experiências únicas à mesa do consumidor", comemora Silva Filho.
Enquanto a carne bovina gaúcha já conquistou respeito, a ovinocultura ainda pode ser mais bem compreendida e explorada comercialmente e a cadeia está balhando para isso.
"Já é possível encontrar cortes especiais de cordeiro produzidos aqui no Rio Grande do Sul ocupando espaços nas gôndolas de supermercados que antes eram reservados apenas para cortes de carnes bovinas especiais. Estamos conquistando nosso espaço e desmistificando a carne de cordeiro também para o consumo diário, seguindo o caminho de sucesso trilhado pela carne bovina premium", salienta.
Ao considerar os principais mercados consumidores, Silva Filho destaca o alcance geográfico e setorial do Frigorífico CarneiroSul. "Estamos posicionados do Sul a São Paulo, com algumas operações no Nordeste. Atendemos a pequenos e médios varejistas, redes de supermercados, distribuidores e segmentos de alimentos, ampliando nosso alcance em diversos segmentos do varejo".
O setor da cachaça no Rio Grande do Sul já conta com produtos premiados internacionalmente e caracteriza-se pela alta qualidade e pela atual expansão. Considerando a existência de produtos de alto valor agregado, o reconhecimento setorial proposto deve estimular a formalização do setor no Estado e melhorar a imagem da cadeia produtiva perante o consumidor, focando nos aspectos de origem e qualidade.
Almeja-se a valorização do produto final e o fortalecimento e a formalização da cadeia produtiva da cachaça no Estado, tornando este um setor premium reconhecido nacional e internacionalmente. A conquista é resultado de um esforço especialmente da Associação dos Produtores de Cana de Açúcar e seus Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Aprodecana) e busca dar visibilidade para o produto e impulsionar o setor.
Estância das Oliveiras destaca que selo impulsiona qualidade e reconhecimento a toda produção gaúcha
Rafael e a família Goelzer estão no ramo da olivicultura há 20 anos
Estância das Oliveiras/Divulgação/JC
Na Estância das Oliveiras, a busca por excelência é mais do que uma missão, é uma paixão que atravessa gerações. Rafael Sittoni Goelzer, sócio-diretor da propriedade, lembra que a família se aventura na produção de azeites há 20 anos antes mesmo da determinação das regiões mais indicadas à produção.
A visão ousada da família Goelzer logo se provou acertada. "Queríamos proporcionar aos nossos amigos e familiares a experiência de degustar azeites excepcionais. Com o tempo vimos o potencial comercial e começamos a estruturar a marca. Agora, em apenas 5 anos, nossa produção triplicou", reflete Goelzer.
Com meticulosa atenção em cada detalhe na produção, desde o cuidado com as 5200 oliveiras da propriedade até a colheita manual, executada para preservar a integridade dos frutos, tudo faz parte da entrega de um produto diferenciado. Essa dedicação total à qualidade rendeu à Estância das Oliveiras reconhecimento do Ministério da Agricultura e premiações internacionais. "Este ano, conquistamos mais de 50 prêmios internacionais. E isso em apenas cinco anos de produção, desbancando competidores com séculos de tradição. Nossos azeites têm obtido resultados surpreendentes, competindo com marcas tradicionais que têm uma história de mais de 500 anos", orgulha-se Goelzer.
Em 2023, a Estância das Oliveiras teve sete rótulos de azeite selecionados para receber o Selo Produtos Premium. Mesmo com prêmios e reconhecimento fora do Estado, Golzer salienta que o selo concedido pelo Governo do Estado é fundamental. "Ele ajuda a criar um diferencial, a proteger nossa marca e a elevar o padrão geral dos produtos brasileiros", pontua.
Ao todo, foram certificados 101 tipos de azeite de oliva extravirgem de 34 marcas gaúchas. A Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict) estima que mais de 200 mil garrafas de azeite de oliva extravirgem da safra 2023 vão chegar às prateleiras com o selo Produto Premium Origem e Qualidade RS.
Certificação acompanha demanda do mercado consumidor por carne de maior qualidade
Simm diz que o selo era uma demanda antiga do segmento e que sua recente adoção já rende frutos e está moldando o futuro da pecuária gaúcha
/Aproccima/Divulgação/JC
No movimentado cenário da produção de carne de corte no Rio Grande do Sul, alguns produtores se destacam como exemplos da manutenção de valores intrínsecos à cultura pecuarista gaúcha sem abrir mão das novas tecnologias e formas de manejo. Por lá, o aumento na produtividade não é o foco, mas um reflexo da busca por qualidade.
Esta produção de carne premium gaúcha também recebe o Selo Carne Premium Gaúcha desde 2021. A Associação dos Produtores de Carne Certificada do Planalto Médio (Aproccima) foi a responsável pela organização, junto à Secretaria Estadual de Ciência, Inovação e Tecnologia, pela determinação dos critérios de seleção.
O presidente da Aproccima, Carlos Roberto Simm, engenheiro agrônomo e também produtor rural em Campestre da Serra, lembra que a ajuda na certificação da qualidade era uma demanda antiga do segmento. Sua existência, ainda que há pouco tempo, está moldando o futuro da pecuária gaúcha e ajudando a elevar a indústria de carne a patamares mais altos.
Ele lembra que a Aproccima e associações de outras regiões do Estado já vinham investindo na rastreabilidade completa da cadeia produtiva e em práticas na propriedade rural que garantem a mais alta qualidade e bem-estar animal. "A fundação da Aproccima em 2006 foi impulsionada pela necessidade de conectar os elos da cadeia produtiva, não apenas na agricultura, mas também em toda a cadeia. Estamos unindo produtores, frigoríficos e varejistas parceiros, com o objetivo de equilibrar os resultados econômicos em toda a cadeia."
Desde 2013, lembra o dirigente, todas as propriedades rurais associadas foram certificadas com boas práticas agropecuárias e seguem um protocolo produtivo. "Isso resultou em diferenciais notáveis, como o acompanhamento da trajetória dos animais desde o nascimento até a mesa do consumidor", enfatiza Simm.
Para ele, faltava um selo que mostrasse ao consumidor final todo esse cuidado, capaz de solidificar a reputação da carne premium gaúcha na busca por um mercado diferenciado e de alta qualidade. "Assim como o vinho teve que se profissionalizar para competir com o importado, também estamos explorando um nicho de mercado de alta qualidade", revela Simm. Comparando com o mundo do vinho, ele delineia a visão da Aproccima. "Temos uma linha 'Varietais', mas estamos trabalhando para uma linha 'Prestige', na qual controlamos a genética dos animais, focando em marmoreio, maciez e outros requisitos de qualidade."
Com o Selo Produtos Premium, a associação vislumbra novos horizontes. "Acreditamos muito nesse nicho de mercado. Este prêmio para a carne gaúcha veio para consolidar nossos esforços. Contar com o selo ajuda a acessar mercados de alto poder aquisitivo que buscam qualidade. Ele é uma chancela que há um regramento rígido, abrangendo aspectos ambientais, sociais e de compromisso."
Com a ambição de expansão nacional, a Aproccima planeja iniciar a expansão com mais pontos de venda em São Paulo. E ir além. "Em um setor que está rapidamente se transformando de uma commodity para uma especiaria, a carne gaúcha tem tudo para ser o grande exemplo dessa transformação", sentencia.
A marca de Reconhecimento Carne Premium Gaúcha é resultado de um trabalho realizado pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul (SICT) em conjunto com as secretarias estaduais de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Desenvolvimento Econômico (Sedec), Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pecuária Sul, a Associação de Produtores do Pampa Gaúcho (Apropampa) e a Associação dos Produtores Rurais dos Campos de Cima da Serra (Aproccima).
O selo demarca a origem e excelência dos produtos in natura produzidos no Estado. A iniciativa tem o objetivo de valorizar a carne gaúcha, destacando os princípios e diferenciais relacionados a ela, como bem-estar animal, sustentabilidade ambiental, segurança do alimento, rastreabilidade e transparência, respeito à cultura gaúcha e, no caso dos bovinos, predominância de raças taurinas de cor.
*Roberta Mello é formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica (Pucrs). Atuou como repórter de Economia no Jornal do Comércio de 2013 a 2021, onde conquistou os prêmios B3 de Jornalismo - Categoria Demais Regiões (edição 2018) e Transparência de Jornalismo (2017). Hoje, atua como assessora de imprensa e repórter freelancer.


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