O mundo corporativo evoluiu muito nos últimos anos, principalmente quanto ao papel da liderança. A começar pela própria nomenclatura -- o "chefe" deu lugar ao "líder", que tem como intuito não somente "mandar", mas guiar, conduzir, orientar e ajudar seus colaboradores a trilharem um caminho mais próspero, seja em produtividade, na carreira ou até mesmo em sua vida pessoal. De acordo com André Freire, sócio da Exec, consultoria especializada em Executive Search, a pandemia trouxe grandes transformações nesse sentido. "A Covid-19 trouxe uma nova mentalidade de liderança. A começar pelo fato de que a grande maioria teve que trabalhar no formato home office e o gestor precisou encontrar caminhos para liderar a distância, o que demandou novas competências e visões". E, desde então, outras habilidades, que muitas vezes fogem do escopo técnico, passaram a ser valorizadas, como empatia, comunicação eficiente, ética, inteligência emocional, entre tantas outras.
Confira as sete tendências que vão nortear a liderança em 2023.
1. Empatia. De acordo com Freire, ainda há líderes que não exercem esse tipo de característica. "Empatia mostra que o líder se importa com sua equipe, mas não somente da boca para fora. Envolve cuidar do outro e praticar a escuta. Um líder atualizado pode sentir o que o seu pessoal está sentindo e, só a partir daí, será capaz de ajudá-los".
2. Liderança híbrida. A pandemia trouxe grandes transformações nesse sentido, com a necessidade dos líderes adaptarem o seu gerenciamento para uma realidade de trabalho híbrido. "Os líderes devem ser capazes de lidar com todos os tipos de acordos de trabalho e, ao mesmo tempo, serem justos e gerenciar o desempenho de forma eficaz. Mas para isso, a empresa precisa fornecer todo o suporte necessário".
3. Mentalidade de crescimento. A liderança que valoriza a desistência fácil diante dos desafios ou que pressiona os colaboradores a evitar falhas a todo custo está dando espaço para aquela liderança que tem uma mentalidade de crescimento. "A mentalidade com foco no crescimento incentiva seu time a abraçar os desafios como uma experiência para crescer, acredita que os colaboradores podem sempre melhorar e que a prática leva à perfeição. Ou seja, incentiva a tentar", complementa .
4. Liderança "servidora". Quando a rainha Elizabeth II faleceu, muito se falou sobre seu senso de dever e de seu exemplo de liderança servidora. De acordo com Freire, os líderes corporativos podem tirar muito desse estilo de liderança. "É sobre estar lá para sua equipe e ela estar lá por você".
5. Neurodiversidade. Essa característica envolve tudo sobre como as pessoas veem o mundo e sua interação com eles -- o que pensam, aprendem e como se comportam. "Não há maneira certa ou errada nesse sentido. As pessoas são como são e, enquanto líderes, é preciso apreciar isso, abraçá-lo, compreender e fornecer apoio".
Isso envolve não somente diferenças étnicas, religiosas ou de gênero, mas também algumas disfunções como TDAH, dislexia, autismo, entre tantas outras.
6. Viés inconsciente. A formação dos líderes não envolve somente competências técnicas, mas também traz uma bagagem de suas próprias experiências de vida que moldaram suas crenças, valores e opiniões sobre pessoas e o mundo em geral.
De acordo com o especialista, alguns vieses inconscientes devem ser olhados com atenção. "Eis alguns exemplos. Gostar mais de um colaborador porque ele tem os mesmos interesses ou experiências que o líder. Ou não gostar de alguém porque a sua opinião e comportamento é diferente dele".
Com isso, as decisões são tomadas com base no mundo do líder. "Isso vai contra valorizar a diversidade e a igualdade e pode colocá-lo em situações complicadas".
7. Geração Z. Segundo um levantamento feito pela Adobe, os integrantes dessa geração - nascidos entre 1997 e 2012 - representarão 27% da força de trabalho até 2025, o que demanda uma liderança alinhada ao seu comportamento. "Para as gerações anteriores, uma carreira que oferecesse um bom salário era suficiente. Mas não é o que ocorre com a geração Z. Eles querem ser bem remunerados, mas também valorizam a flexibilidade, valores, equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. É preciso ter uma abordagem de liderança específica para eles".
FONTE: EXEC


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