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Com a Palavra

- Publicada em 19 de Julho de 2010 às 00:00

Tok&Stok expande novo conceito de loja


SÉRGIO SOUZA/DIVULGAÇÃO/JC
Jornal do Comércio
Considerada a empresa líder no mercado brasileiro de móveis com design, a Tok&Stok está presente em 17 cidades brasileiras, possuindo 28 lojas em todo o País, e empregando 3 mil funcionários. Recentemente, a companhia fez mais um avanço no mercado gaúcho. Em junho, foi aberta sua nova loja no Praia de Belas Shopping, a segunda unidade do grupo na Capital, e também a segunda no País a usar o modelo Compact, que utiliza um formato menor e mantém o foco em acessórios e pequenos móveis. O diretor de novos negócios da empresa, Paul Edouard Dubrule, ressalta a importância do Estado para os negócios do grupo e fala das expectativas com a economia nacional.

Considerada a empresa líder no mercado brasileiro de móveis com design, a Tok&Stok está presente em 17 cidades brasileiras, possuindo 28 lojas em todo o País, e empregando 3 mil funcionários. Recentemente, a companhia fez mais um avanço no mercado gaúcho. Em junho, foi aberta sua nova loja no Praia de Belas Shopping, a segunda unidade do grupo na Capital, e também a segunda no País a usar o modelo Compact, que utiliza um formato menor e mantém o foco em acessórios e pequenos móveis. O diretor de novos negócios da empresa, Paul Edouard Dubrule, ressalta a importância do Estado para os negócios do grupo e fala das expectativas com a economia nacional.

JC Empresas & Negócios - Por que a empresa escolheu Porto Alegre para abrir uma nova unidade?

Paul Edouard Dubrule - A decisão de instalar uma nova unidade em Porto Alegre aconteceu pela boa performance da venda de acessórios e pequenos móveis aqui. Para atender a essa demanda, resolvemos abrir na Capital gaúcha, em junho, a nossa segunda loja no formato Compact, que foi criado para atender a um público de shoppings em grandes cidades. Enquanto as lojas tradicionais, de rua, possuem cerca de quatro mil metros quadrados, as Compact têm entre 500 e 700 metros quadrados, e são voltadas para itens de reposição rápida, como acessórios e pequenos móveis.

Empresas & Negócios - Quais as vantagens desse novo modelo?

Dubrule - A ideia é aproveitar o fluxo dos shopping centers, onde os consumidores compram muito guiados pela oportunidade e pelas datas especiais, e fornecer uma alternativa facilitada de adquirir nossos produtos. Hoje temos 14 lojas em shopping centers, mas apenas duas nesse formato menor. Mas essa tendência deve se expandir, porque o mercado de shopping centers está crescendo muito fortemente, com novos centros comerciais sendo criados em todo o País. Acho que esse novo modelo funciona muito bem, permitindo o acesso a um público diferenciado, que procura produtos de qualidade. Também aproveitamos o grande fluxo de consumidores em um mesmo espaço.

Empresas & Negócios - O que o Rio Grande do Sul representa para os negócios da Tok&Stok?

Dubrule - O Estado fica na terceira posição em ranking de vendas, competindo com Minas Gerais e Paraná. Com essa segunda loja, o Rio Grande do Sul deve crescer ainda mais. O que notamos aqui é que, em Porto Alegre, a participação dos acessórios e pequenos objetos é maior do que em outras áreas do País. Parte disso é resultado da concentração da indústria moveleira na região, o que faz com que a concorrência seja muito maior. Por isso talvez a participação dos acessórios seja mais importante, pois eles têm uma frequência muito grande de rotação de coleções e tendências, o que no caso dos móveis maiores é mais difícil de ser acompanhado pelas indústrias com a mesma rapidez.

Empresas & Negócios - A proximidade com as indústrias moveleiras gaúchas é uma vantagem para as operações no Estado?

Dubrule - As empresas gaúchas são nossas grandes fornecedoras. Mas isso não cria uma diferenciação de custo para os produtos vendidos aqui, porque nosso sistema logístico é centralizado. O móvel vai para São Paulo e depois ele volta para nossa loja em Porto Alegre. Claro, agora com o crescimento da operação aqui, nós já podemos estudar uma possível mudança.

Empresas & Negócios - De que forma o boom do mercado imobiliário está afetando os negócios?

Dubrule - Isso é um dos grandes drivers da performance em vendas que o setor moveleiro vem vivendo. Nas grandes cidades, o ritmo de lançamentos e entregas de novos apartamentos é muito grande, e isso afeta nosso segmento, pois a maioria das pessoas compra ao menos um móvel novo para sua casa nova. Esse crescimento deve acontecer por muitos anos, o que é grande oportunidade para nosso ramo.

Empresas & Negócios - Apesar do cenário positivo, economistas e líderes empresariais já demonstraram preocupação com a aceleração da economia. O senhor também tem receios de que o mercado brasileiro esteja superaquecido?

Dubrule - Claro que a preocupação com o superaquecimento sempre existe, especialmente em relação à inflação. Devido à demanda maior, já sentimos uma pressão sobre as matérias-primas, que é repassada para a indústria e o varejo. Mas isso ainda é controlável, e acho que o governo mostra que está agindo, especialmente com a elevação de juros. Ninguém gosta de juros altos, mas se esse é o remédio, temos que tomar. O que não podemos aceitar é o risco de voltar a inflação alta. A equipe econômica sabe o que está fazendo, e não podemos reclamar, pois o Brasil vive uma ilha de prosperidade num mundo cheio de problemas. Então temos a sorte de poder aproveitar um momento muito bom, que tem tudo para ser de longo prazo.

Empresas & Negócios - A crise econômica afetou muito os resultados da empresa?

Dubrule - O grupo teve um crescimento similar à inflação no ano passado, o que é um resultado modesto, se comparado com os cinco anos anteriores, quando os índices apresentaram sempre dois dígitos. Mas 2009 foi muito difícil para todo o segmento. Ao longo do ano, os incentivos foram todos dados para outros setores, como automóveis, linha branca, materiais de construção. Isso tem efeito forte no consumidor final, pois ele acaba antecipando a compra dos produtos beneficiados e deixa de adquirir outros que não têm esse benefício. Felizmente conseguimos compensar a queda na venda de móveis, em parte, pelo crescimento nos negócios com acessórios.

Empresas & Negócios - A redução do IPI para os móveis foi um divisor de águas para os negócios?

Dubrule - Ele foi a melhor notícia que poderíamos ter recebido. No final de 2009, com a redução do IPI para móveis também, sentimos um crescimento forte nas vendas, e isso continua até hoje, apesar do fim do benefício. Desde dezembro, retomamos níveis do passado, e esperamos fechar 2010 com um crescimento entre 15% e 20%.

Empresas & Negócios - A família possui o desejo de manter o controle da empresa?

Dubrule - Não existe essa vontade, nossa missão é fazer bons negócios, e se isso envolver abrir mão do controle familiar, por que não? Já estudamos há alguns anos a possibilidade de abrir capital, o que não se realizou na ocasião, mas isso é sinal claro que não existe um desejo de manter a empresa com capital fechado dentro da família. Somos uma empresa bastante profissional, auditada há muito tempo, e que está pronta para seguir seu caminho, seja por abertura de capital, seja para seguir dentro da família, ou mesmo pela associação com outras companhias.

Empresas & Negócios - Já ocorreram negociações para uma possível venda da companhia?

Dubrule - Houve conversas com grupos interessados pela Tok&Stok, que acreditavam que havia possibilidade de sinergia, de juntar operações, talvez trabalhando com públicos diferentes. Então isso pode vir a acontecer, mas não no curto prazo. O futuro será uma questão de oportunidade e estratégia de crescimento. Queremos atingir novos mercados e públicos. Essa expansão sempre foi nosso objetivo. O varejo brasileiro está muito aquecido, dinâmico, vemos muitas empresas novas entrando no País, sendo criadas ou realizando fusões, e se você ficar parado acaba sumindo do cenário.

Empresas & Negócios - Seus pais, fundadores da empresa, vieram da França. De que forma essa origem influenciou na formação da Tok&Stok?

Dubrule - A Tok&Stok surgiu durante um momento histórico parecido com este que estamos vivendo. Meus pais vieram para o Brasil na década de 1970, quando a Europa sofria com a crise do petróleo. Meu pai viu uma oportunidade de mercado ao perceber as dificuldades de se adquirir no Brasil móveis diferenciados, e decidiu fundar a empresa em 1978. De certa forma ele continuou uma tradição de sua região de origem, o Pas de Calais, no Norte de França, que deu origem a muitas empresas varejistas, em especial a Leroy Merlin.

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