Após análises em laboratório da rede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram confirmados, na segunda-feira (8), os primeiros casos de greening (HBL) em plantas cítricas no Rio Grande do Sul. As amostras com sintomas da doença foram identificadas em um pomar doméstico no município de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina. As informações são do governo do Estado.
Desde então, equipes do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e da Superintendência Federal de Agricultura do RS (SFA-RS/Mapa) estão mobilizadas na região e realizam o monitoramento das áreas próximas ao pomar afetado. As medidas fitossanitárias necessárias já estão sendo tomadas para evitar a disseminação da doença.
As iniciativas seguem as diretrizes do Plano de Ação estabelecido com base na Portaria SDA/Mapa nº 1.326/2025, que institui o Programa Nacional de Controle e Prevenção do Greening. A propriedade onde o foco foi identificado possui cerca de 20 mudas de citros. Conforme determina o protocolo fitossanitário, será realizada a erradicação das plantas infectadas e o controle rigoroso do psilídeo (Diaphorina citri), inseto responsável pela transmissão da bactéria causadora do greening. A principal hipótese é de que a introdução da doença no Estado tenha ocorrido por meio da aquisição de mudas irregulares já contaminadas.
O diretor do DDV, Ricardo Felicetti, destacou que as equipes já estão atuando na área do foco, mas também com ações de vigilância em toda a região, com atenção especial aos pomares comerciais e ao trânsito de material propagativo cítrico.
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