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Publicada em 09 de Abril de 2026 às 17:18

Aumento do IPI do cigarro pode fomentar mercado ilegal do produto

Medida atingirá indiretamente os produtores de tabaco por eventuais retrações do mercado formal

Medida atingirá indiretamente os produtores de tabaco por eventuais retrações do mercado formal

AFUBRA/ARQUIVO/JC
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Ana Esteves, especial para o JC

A decisão do governo federal de aumentar a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do cigarro, de 2,25% para 3,5%, para compensar a suspensão da cobrança de PIS e Cofins incidentes sobre QAV (querosene de aviação) e biodiesel, pode fomentar o comércio ilegal e o contrabando do produto. A declaração foi dada pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), por meio de nota, através da qual a entidade reforça que a medida favorecerá a entrada no País de produtos sem controle, sem tributação e sem fiscalização, diante do aumento do preço mínimo da carteira de R$ 6,50 para R$ 7,50. “A decisão representa uma ameaça concreta à sustentabilidade da produção. Ao deslocar parte do consumo para canais clandestinos, a medida enfraquece a cadeia legalmente estabelecida, compromete o planejamento produtivo e reduz a segurança econômica de milhares de famílias que dependem da cultura do tabaco para sua subsistência”, pontua a associação.

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