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Publicada em 31 de Maio de 2024 às 17:05

IBPecan pede R$ 260 milhões em ajuda para pecanicultura gaúcha

Área da Nozes Pitol, em Anta Gorda, onde ocorreu a abertura oficial da colheita neste ano, ficou destruída

Área da Nozes Pitol, em Anta Gorda, onde ocorreu a abertura oficial da colheita neste ano, ficou destruída

NOZES PITOL/DIVULGAÇÃO/JC
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Agências
O Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan) encaminhou aos governos estadual e federal pedido de crédito de R$ 260 milhões para mitigar os estragos causados pelas enchentes. O pleito é sustentado por um detalhado relato sobre a situação das propriedades e indústrias. A ideia é garantir apoio para que o produtor tenha como se recuperar das perdas e se preparar para a safra seguinte.
O Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan) encaminhou aos governos estadual e federal pedido de crédito de R$ 260 milhões para mitigar os estragos causados pelas enchentes. O pleito é sustentado por um detalhado relato sobre a situação das propriedades e indústrias. A ideia é garantir apoio para que o produtor tenha como se recuperar das perdas e se preparar para a safra seguinte.
O documento divide as necessidades dos pecanicultores em quatro pleitos. O primeiro é a abertura de uma linha de financiamento para reconstrução dos pomares. São pouco mais de R$ 112 milhões, frente a um investimento estimado de R$ 1,2 bilhões (levando em consideração o tempo médio de sete anos para maturação de uma pomar).

Leia mais: Pecanicultura contabiliza perdas nos pomares e na indústria

O segundo, voltado à qualificação dos produtores, profissionais e de boas práticas, prevê a criação de um fundo para que Embrapa, Emater e Universidades possam orientar e qualificar os produtores nessa fase de reconstrução. O valor total estimado é de R$ 50 milhões, sendo R$ 20 mi para uso imediato e o restante para médio prazo.
Também para ações de curto prazo, o IBPecan pede crédito para reconstrução do capital de trabalho. O valor indicado é de R$ 65 milhões, com cinco anos de prazo de amortização.
A entidade pede, ainda, linhas de financiamento para uso imediato da indústria na recomposição do capital de trabalho, além da prorrogação do vencimento das linhas de custeio de amortização dos investimentos que vencem em 2024.
Conforme o presidente da entidade, Eduardo Basso, a safra de 2024, já afetada pelos três anos de secas e também pelo excesso de chuvas no período da polinização e poucas horas de frio no inverno passado, chegaria, no máximo, a 5 mil toneladas.
“Agora, com as últimas enchentes, o IBPecan adotou como número geral uma perda média de 80% da colheita em relação ao ano passado. Vamos colher apenas 20%, ou seja, em 2023 tivemos uma produção de cerca de 4,5 mil toneladas e este ano a colheita no Rio Grande do Sul ficará entre mil e 1,5 mil toneladas", estima.

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