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Política

- Publicada em 23 de Maio de 2022 às 18:30

Ranolfo avalia que Leite está no páreo de eleição ao Planalto

Governador gaúcho vê consistência na candidatura de Leite a presidente da República

Governador gaúcho vê consistência na candidatura de Leite a presidente da República


ANDRESSA PUFAL/JC
Paula Coutinho
O governador Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) acredita que, com a desistência do ex-governador paulista João Doria à disputa presidencial, o ex-governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) volta a estar no páreo da corrida pelo Palácio do Planalto e não descarta que ele possa encabeçar a chapa da terceira via. “Acredito que o nome de Eduardo Leite, independentemente da sucessão aqui no Estado, é o único que tem consistência para liderar a chamada terceira via”, afirmou o governador Ranolfo nesta segunda-feira (23) à tarde, em entrevista exclusiva ao Jornal do Comércio no Palácio Piratini.
O governador Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) acredita que, com a desistência do ex-governador paulista João Doria à disputa presidencial, o ex-governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) volta a estar no páreo da corrida pelo Palácio do Planalto e não descarta que ele possa encabeçar a chapa da terceira via. “Acredito que o nome de Eduardo Leite, independentemente da sucessão aqui no Estado, é o único que tem consistência para liderar a chamada terceira via”, afirmou o governador Ranolfo nesta segunda-feira (23) à tarde, em entrevista exclusiva ao Jornal do Comércio no Palácio Piratini.
Ele havia retornado de agenda em Santa Catarina com os governadores da Região Sul – participou do Congresso Catarinense de Rádio e Televisão pela manhã – e contou que o voo coincidiu com anúncio da decisão de Doria. “Embarquei em Santa Catarina, Doria era candidato, pousei aqui no aeroporto Salgado Filho, meu WhatsApp parecia que ia explodir. Foi quando ele anunciou que estava retirando a candidatura. Isso mexe no cenário (eleitoral).”
Entre as mensagens que pipocaram no celular do governador ao longo desta segunda-feira, estavam conversas trocadas com Leite, com quem Ranolfo mantém contato constante. “Eu falo com Eduardo, não digo todos os dias, mas a cada três a quatro dias. Jantamos juntos; semana passada jantei na casa dele, na retrasada, ele jantou aqui no Palácio. A nossa relação é a melhor possível, de lealdade, de cooperação”, contou o governador.
Entre as mensagens trocadas antes de iniciar a entrevista com a equipe do JC, Leite e Ranolfo agendavam um encontro ainda nesta segunda-feira à noite – possivelmente, estará no cardápio uma avaliação da conjuntura eleitoral e as repercussões da decisão de Doria nos rumos da disputa eleitoral tanto em âmbito nacional quanto estadual.
Ranolfo não esconde o desejo de ser reeleito governador do Rio Grande do Sul e dar continuidade ao projeto encabeçado por Leite, mas fez questão de enfatizar que a decisão do ex-governador é soberana e será respeitada. “Seja qual for a decisão que venha a ser tomada. Eduardo Leite e Ranolfo seguirão juntos. Seja Eduardo candidato a presidente, seja candidato a governador, seja Ranolfo candidato à reeleição.”
Nesta terça-feira (24) à tarde, as lideranças do PSDB nacional têm reunião em Brasília para analisar os próximos passos do partido na composição nacional. A sigla, juntamente com MDB e Cidadania, integra a chamada terceira via, em uma tentativa de apresentar ao eleitor brasileiro uma chapa capaz de rivalizar com as candidaturas que hoje polarizam – nas figuras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidente Jair Bolsonaro (PL) – a disputa pelo Palácio do Planalto. Até o momento, as legendas haviam sinalizado o nome da senadora emedebista Simone Tebet, para liderar a composição.
No entanto, a retirada da candidatura de Doria pode modificar a disposição das peças no tabuleiro. “Então, vejo que, com a renúncia de Doria, o nome Eduardo poderá voltar a constar no cenário político nacional, potencializa (essa possibilidade) novamente”, projeta Ranolfo.
O govenador gaúcho admite que se o nome de Leite tivesse sido respaldado pelas prévias tucanas, o prognóstico seria mais favorável, mas não vê isso como um impedimento para retomar a candidatura dele ao Planalto. “Se tivesse ocorrido lá atrás (a confirmação de Leite), talvez fosse mais fácil. Se tivesse ganho as prévias, seria outra situação, mas nunca é tarde”, ponderou.
Ranolfo acrescentou que alguns setores do partido veem a possibilidade de retomar a proposta de candidatura própria à presidência da República – Leite figuraria como uma opção nesse cenário. "Já há alas do partido que defendem a candidatura própria, essa discussão é reaquecida (com a desistência de Doria). A partir de amanhã (terça-feira), o cenário deve começar a se delinear melhor”, completou o governador gaúcho.
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