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- Publicada em 08/12/2021 às 22h31min.

Bolsonaro volta a prometer reajuste para servidores, mas sem recompor inflação

NEW YORK, NEW YORK - SEPTEMBER 20: Brazil’s president Jair Bolsonaro sits with British Prime Minister Boris Johnson for a bilateral meeting at the UK diplomatic residence on September 20, 2021 in New York City. The British prime minister is one of more than 100 heads of state or government to attend the 76th session of the UN General Assembly in person, although the size of delegations are smaller due to the Covid-19 pandemic.   Michael M. Santiago-Pool/Getty Images/AFP (Photo by Michael M. Santiago / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

NEW YORK, NEW YORK - SEPTEMBER 20: Brazil’s president Jair Bolsonaro sits with British Prime Minister Boris Johnson for a bilateral meeting at the UK diplomatic residence on September 20, 2021 in New York City. The British prime minister is one of more than 100 heads of state or government to attend the 76th session of the UN General Assembly in person, although the size of delegations are smaller due to the Covid-19 pandemic. Michael M. Santiago-Pool/Getty Images/AFP (Photo by Michael M. Santiago / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)


Michael M. Santiago/GETTY IMAGES VIA AFP/DIVULGAÇÃO/JC
O presidente Jair Bolsonaro voltou a prometer reajuste para os servidores públicos em 2022, ano em que disputa a reeleição. "Reajuste seria de 3%, 4%, 5%, 2%, que seja de 1%", disse Bolsonaro, em entrevista à Gazeta do Povo, gravada pela manhã e veiculada na noite desta quarta-feira (8). "Servidor, em grande parte, merece isso", completou. No entanto, o chefe do Executivo alertou que o aumento não recomporia a inflação: "Não tem espaço", disse.
O presidente Jair Bolsonaro voltou a prometer reajuste para os servidores públicos em 2022, ano em que disputa a reeleição. "Reajuste seria de 3%, 4%, 5%, 2%, que seja de 1%", disse Bolsonaro, em entrevista à Gazeta do Povo, gravada pela manhã e veiculada na noite desta quarta-feira (8). "Servidor, em grande parte, merece isso", completou. No entanto, o chefe do Executivo alertou que o aumento não recomporia a inflação: "Não tem espaço", disse.
Há menos de um mês, Bolsonaro já tinha prometido o agrado ao funcionalismo caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios fosse aprovada por deputados e senadores. Hoje, a PEC foi promulgada de forma fatiada pelo Congresso. Uma parte ainda precisa de nova votação.
Ao todo, a proposta abre espaço de R$ 106,1 bilhões no Orçamento de 2022. O argumento do governo para que o texto fosse aprovado era que viabilizaria o pagamento de R$ 400 do Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família, no ano que vem.
O texto foi alvo de críticas por adiar o pagamento de precatórios, que são dívidas reconhecidas pela Justiça, a partir do próximo ano e por mudar a regra de cálculo do teto de gastos, a principal âncora fiscal do País.
Bolsonaro voltou a dizer que o reajuste aos servidores foi negociado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, com a aprovação da PEC dos Precatórios. Na última vez que prometeu o aumento, em viagem a Dubai, em novembro, o ministro da Cidadania, João Roma, contradisse o presidente ao afirmar que o reajuste não estava no elenco da PEC dos Precatórios.
O relator-geral do Orçamento 2022, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), disse ao Estadão/Broadcast que é difícil um reajuste do salário dos servidores públicos entrar no Orçamento de 2022. Segundo ele, não há espaço orçamentário nas contas do governo, principalmente, porque esse é um gasto permanente.
Como mostrou o Estadão/Broadcast, o reajuste dos salários dos servidores sempre esteve no radar do presidente Bolsonaro. O Ministério da Economia chegou a fazer cálculos para uma correção de 5% com custo de R$ 15 bilhões. Guedes tem sempre reforçado a interlocutores que conseguiu economia de gastos com o congelamento dos salários do funcionalismo em 2020 e 2021, apesar da resistência do Congresso em aprovar esse dispositivo ano passado.
Para o presidente, o que pesa é que governadores, com caixa cheio, estão dando reajustes aos servidores estaduais. No governo federal, o último reajuste dado às chamadas carreiras de Estados (que não encontram correspondentes na iniciativa privada, como diplomatas) foi em 2019. Para o grosso do funcionalismo, o último aumento foi em 2017.
 
Agência Estado
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