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CPI DA COVID

- Publicada em 19/10/2021 às 15h34min.

À CPI membro de conselho evita falar sobre interferência política e relata surpresa em caso sobre hidroxicloroquina

Elson Chaves também apontou que o Ministério da Saúde havia divulgado uma nota informando a retirada de pauta do item da reunião, antes mesmo de a própria Conitec decidir sobre isso

Elson Chaves também apontou que o Ministério da Saúde havia divulgado uma nota informando a retirada de pauta do item da reunião, antes mesmo de a própria Conitec decidir sobre isso


EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO/JC
Em depoimento à CPI da Covid, nesta terça-feira (19), o representante do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) Elson Chaves afirmou que causou "surpresa" a retirada de pauta, de última hora, da análise de um parecer sobre a hidroxicloroquina na reunião da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS).
Em depoimento à CPI da Covid, nesta terça-feira (19), o representante do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) Elson Chaves afirmou que causou "surpresa" a retirada de pauta, de última hora, da análise de um parecer sobre a hidroxicloroquina na reunião da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS).
Chaves também apontou que o Ministério da Saúde havia divulgado uma nota informando a retirada de pauta do item da reunião, antes mesmo de a própria Conitec decidir sobre isso. Por outro lado, evitou afirmar que existia uma "interferência política", como vem sendo apontado.
Chaves é o representante do Conasems na Conitec.
No dia 7 de outubro, reunião da Conitec analisaria o parecer do médico Carlos Carvalho sobre o uso da hidroxicloroquina e outros medicamentos para o tratamento da Covid-19. Senadores da CPI da Covid apontaram interferência do Palácio do Planalto na retirada de pauta do parecer.
"Nós nos surpreendemos com a manifestação do doutor Carlos Carvalho. Por isso solicitamos justificativas plausíveis para o pedido de retirada de pauta. [Houve surpresa] porque a matéria estava na pauta e recebemos o documento técnico", afirmou Chaves.
"Nós no Conasems estávamos ansiosos na expectativa de já analisar o documento. É uma expectativa dos gestores de saúde ter uma posição técnica para que a gente possa organizar os serviços e orientar os profissionais. Por isso a nossa surpresa", disse.
O representante do Conasems na Conitec ainda afirmou que todos os membros da comissão ficaram sabendo da mudança na pauta durante a própria reunião. Além disso, descobriram depois que o Ministério da Saúde já havia divulgado uma nota informando que o parecer não seria analisado.
"Eu tive o conhecimento dessa questão no plenário pela manifestação de um outro membro, porque eu estava reunido, estava em plena reunião, concentrado, na reunião do dia 7", afirmou.
"E um membro do plenário manifestou que tinha tido uma nota do ministério antes mesmo da manifestação do doutor Carlos Carvalho em solicitar a retirada de pauta", completou.
Chaves também anunciou que a nova diretriz deve ser agora analisada em reunião na próxima quinta-feira (21).
Por outro lado, o membro da Conitec evitou atribuir a retirada do parecer sobre hidroxicloroquina da pauta a uma eventual interferência política. Ateve-se ao argumento oficial do médico Carlos Carvalho, de que iria analisar mais estudos referentes ao tema.
"O doutor Carlos Carvalho relatou no plenário. A motivação foi pela publicação de novos estudos e a necessidade, ao entender dele, do grupo elaborador, de incluir no relatório técnico esses novos estudos", afirmou.
Durante a sessão da CPI, senadores questionaram o membro da Conitec sobre o porquê de a comissão não assumir a responsabilidade e pressionar pela análise dos medicamentos do chamado Kit Covid.
"O que vocês estavam esperando para debater esses medicamentos que mataram pessoas no Brasil?", questionou o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM).
"Neste caso em particular, diante de uma pandemia mundial provocada por um agente etiológico viral com alto grau de transmissibilidade, portanto um vírus leve, de fácil transporte e letal, não é concebível, não é admissível que a gente chegue ao fim quase do segundo ano atravessando uma pandemia sem um parecer definitivo da Conitec", afirmou Rogério Carvalho (PT-SE).
Folhapress
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