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Governo Federal

- Publicada em 30/09/2021 às 13h57min.

Em resposta sobre combustíveis, Bolsonaro cita dívida deixada na Petrobras

Em repúdio aos governos do PT, Bolsonaro afirmou que a dívida da Petrobras deixada para sua gestão foi de cerca de R$ 230 bilhões em obras anunciadas e não construídas

Em repúdio aos governos do PT, Bolsonaro afirmou que a dívida da Petrobras deixada para sua gestão foi de cerca de R$ 230 bilhões em obras anunciadas e não construídas


EVARISTO SA/AFP/JC
Em resposta às críticas sobre o alto preço dos combustíveis, o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que o alto custo de vida em seu governo é justificado porque, em sua gestão, não pode-se gastar mais, como feito nos governos anteriores. Em repúdio aos governos do PT, Bolsonaro afirmou que a dívida da Petrobras deixada para sua gestão foi de cerca de R$ 230 bilhões em obras anunciadas e não construídas. Segundo ele, a população tem razão em reclamar, mas é preciso entender o contexto nacional.
Em resposta às críticas sobre o alto preço dos combustíveis, o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que o alto custo de vida em seu governo é justificado porque, em sua gestão, não pode-se gastar mais, como feito nos governos anteriores. Em repúdio aos governos do PT, Bolsonaro afirmou que a dívida da Petrobras deixada para sua gestão foi de cerca de R$ 230 bilhões em obras anunciadas e não construídas. Segundo ele, a população tem razão em reclamar, mas é preciso entender o contexto nacional.
"Não estou me esquivando da minha responsabilidade, mas uso sempre uma passagem bíblica: Por falta de conhecimento, o povo pereceu", destacou o chefe do Executivo, em cerimônia de sanção do Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) para obras do metrô de Belo Horizonte (MG) e do lançamento da pedra fundamental do Centro Nacional de Vacinas nesta quinta-feira (30).
Apesar de negar fugir de suas responsabilidades, Bolsonaro adicionou um novo personagem ao embate que travou com governadores sobre o alto preço de combustíveis e gás. Destacou que não quer brigar com nenhum gestor estadual, mas que apenas quer "fazer cumprir a emenda constitucional sobre o ICMS".
Segundo ele, suas críticas têm como objetivo fazer com "que todo mundo tenha sua responsabilidade no preço final do combustível".
Bolsonaro destacou que o Brasil é autossuficiente em petróleo e, por isso, há de se buscar uma forma de resolver o problema da inflação. De acordo com ele, ao falar sobre o preço do gás natural, o presidente declarou que "ninguém quer quebrar contrato gás, mas temos que encontrar formas de reajustá-lo".
Na esteira de elogios ao próprio governo, Bolsonaro afirmou que o compromisso do Executivo é fomentar o livre mercado e lutar pela meritocracia. "O Estado não existe para tutelar o povo, mas para não atrapalhar", enfatizou. Em um discurso que enaltece o que classifica como "luta pela democracia e liberdade", o presidente citou as manifestações de 7 de setembro e disse que, "cada vez mais, nos vemos obrigados para que cada um dos incisos do artigo 5 da constituição seja cumprido". O artigo 5º da Constituição assegura o direito à liberdade, igualdade, segurança e propriedade.
Vacinas
Durante o evento, Bolsonaro voltou a negar que ele seja um "negacionista da vacina", mas continuou a colocar em xeque a segurança dos imunizantes ao declarar que a maioria das vacinas ainda estão com registro emergencial. Alegando estar respeitando a liberdade individual, o presidente reforçou que o governo não vai obrigar a imunização.
"Nós conseguimos a vacina para todos os brasileiros que acharem que devem se vacinar, que se vacinem, mas respeitamos o direito daqueles que, porventura, não querem se vacinar", declarou, renovando suas críticas à proposta do passaporte da vacinação.
Agência Estado
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