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lava jato

- Publicada em 03h00min, 09/03/2021.

Imprensa internacional repercute decisão de Fachin

A decisão que anulou condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por ordem do ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF), teve destaque em alguns dos principais jornais do mundo nesta segunda-feira (8). Leitores em países como Reino Unido, França e Argentina encontraram a notícia na primeira página das edições online dos jornais.
A decisão que anulou condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por ordem do ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF), teve destaque em alguns dos principais jornais do mundo nesta segunda-feira (8). Leitores em países como Reino Unido, França e Argentina encontraram a notícia na primeira página das edições online dos jornais.
O francês Le Monde destacou que a decisão "potencialmente o torna elegível para enfrentar Jair Bolsonaro na eleição presidencial de 2022". A publicação também mostra que a Bolsa braileira (B3) caiu mais de 4% logo após a decisão, e que a notícia provocou reação dos aliados de Bolsonaro.
O New York Times, nos EUA, diz que a decisão tem o "potencial de remodelar o futuro político do Brasil". O jornal informa que há ampla expectativa de que Lula deve concorrer à presidência em 2022. No Washington Post, também dos EUA, destaca que as condenações de Lula tinham relação com escândalos na Petrobras mas que, segundo Fachin, o caso do ex-presidente não teria relação direta com os casos de corrupção investigados na estatal.
Os dois principais jornais argentinos, Clarín e La Nación, destacaram que Lula agora poderá voltar a ser candidato. O Clarín informou que Fachin "ordenou que a investigação fosse reiniciada em outras jurisdições devido à suposta parcialidade do Ministério Público e do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro". O La Nación diz que "Bolsonaro vê com bons olhos reeditar a polarização com o PT".
O The Guardian, da Inglaterra, diz que Lula "pode estar pronto para uma sensacional tentativa de retorno" após a decisão judicial. O jornal ouviu analistas que classificaram a notícia como uma "bomba política".
 
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