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prefeitura de Porto Alegre

- Publicada em 20h44min, 04/01/2021.

Melo deve definir nesta terça-feira o calendário escolar de 2021 em Porto Alegre

Prefeito Sebastião Melo participou do encontro por plaforma online

Prefeito Sebastião Melo participou do encontro por plaforma online


/MATEUS RAUGUST/DIVULGÃO/JC
Adriana Lampert
As definições sobre o calendário escolar dos anos letivos de 2020 e 2021 devem ser divulgadas nesta terça-feira (5) pela prefeitura de Porto Alegre. A expectativa de diretores e conselheiros das instituições municipais de ensino é de que a nova composição da pasta da Educação tenha absorvido as considerações apresentadas pela comunidade escolar em reunião online ocorrida nesta segunda-feira (4).
As definições sobre o calendário escolar dos anos letivos de 2020 e 2021 devem ser divulgadas nesta terça-feira (5) pela prefeitura de Porto Alegre. A expectativa de diretores e conselheiros das instituições municipais de ensino é de que a nova composição da pasta da Educação tenha absorvido as considerações apresentadas pela comunidade escolar em reunião online ocorrida nesta segunda-feira (4).
Mais de 100 representantes das equipes diretivas da rede de ensino municipal participaram do encontro, que ocorreu  em formato fechado, através da plataforma Zoom. Antes de divulgar as definições, a equipe da Secretaria Municipal de Educação (Smed) irá realizar outra reunião (na manhã desta terça), desta vez com escolas que não conseguiram participar do primeiro encontro.
De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria, a conversa de segunda-feira teve um tom "de escuta" da titular da pasta, Janaina Audino, que estava acompanhada da secretária-adjunta pedagógica, Maria Ângela P. Gandolfo; e do secretário-adjunto administrativo, Ramiro Tarragô. O encontro durou 45 minutos e se limitou ao tema do calendário escolar. "É de fato o assunto mais urgente no momento e nos causou uma boa impressão a abertura para o diálogo", avalia a diretora da EMEF Professor Gilberto Jorge Gonçalves da Silva, Adriana Longoni, destacando que o setor vem de um "período sem escuta da gestão anterior."
Dentre as considerações apresentadas pelos diretores e conselheiros das 56 escolas de Ensino Fundamental da Capital, está a sinalização de que "o ideal" para o momento é dar como encerrado o calendário do ano anterior em 22 de janeiro para planejar o período de ensino para o ano vigente, que iniciaria em março. Por enquanto, o calendário de 2020 segue vigente para o Ensino Fundamental. Apenas o Ensino Infantil teve o novo calendário publicado no Diário Oficial pela gestão anterior.
"Pedimos a aprovação e validação do que foi feito até agora para a conclusão do ano letivo, pois a gestão da Smed anterior determinou cumprirmos 400 horas presenciais para encerrar o ano letivo - e isso só seria possível acontecer se as escolas estendessem as aulas de 2020 até julho ou agosto de 2021", explica Adriana. Ela emenda que, considerando todo o trabalho feito até agora, a maioria das instituições já contam com mais de 800 horas (tempo exigido no total) de aulas remotas - medida tomada por conta da necessidade de isolamento social para tentar conter a pandemia do novo coronavírus. 
"Cada escola fez como pode, enviando tarefas impressas, trabalhando plataformas como Facebook, Whatsapp, blogs, entre outras soluções. Mas tudo foi muito complicado, com determinações da Prefeitura chegando somente em junho, internet sendo liberada em setembro", contextualiza a diretora da EMEF Gilberto Jorge. "Temos consciência que, mesmo encerrando o ano, teremos que desdobrar o conteúdo no decorrer dos próximos anos, mas aí isso pode ser feito com o planejamento adequado."
Outra consideração do grupo é referente ao fim do contrato com a empresa terceirizada responsável pelos serviços de limpeza e cozinha nas instituições de ensino, ocorrido em 15 de dezembro e sem uma proposta de encaminhamento pela gestão anterior. Neste sentido, também foi apontado a necessidade de levar em conta as particularidades de cada escola. 
Além da equipe da Smed, o novo prefeito, Sebastião Melo, esteve presente na discussão desta segunda e pontuou ser "muito importante a retomada das aulas presenciais nas escolas, para a educação e a segurança" das crianças. "Para que possamos retornar às aulas de forma segura, uma questão que precisa ser resolvida é justamente o planejamento, dando início a obras de restauração, e contração da empresa de limpeza e cozinha (que faz as refeições para os alunos)", destaca Adriana.
Ela explica que sem isso, o atendimento presencial fica prejudicado. "O contrato terminou dia 15 de dezembro, e logo escolas entraram em recessão. "Acreditamos que temos potencial para o atendimento presencial, seguindo com os protocolos que já temos, mas de qualquer forma a adesão (desde novembro, quando o retorno foi determinado pela gestão anterior) está baixa", detalha. 
O desempenho do uso da plataforma córtex, utilizada para o ensino remoto durante o período de isolamento social e após a retomada das atividades presenciais também foi pauta da reunião. "Acreditamos que 2021 ainda será um ano de atividades híbridas, mas que pode ser organizado melhor", reitera Adriana Longoni. "No decorrer de 2020 não faltaram esforços de professores, pais e alunos e o ensino municipal não parou. Mas temos que admitir que foi feito o melhor que se pode, com desdobramentos que teremos que recuperar a partir do novo calendário. Esse é um compromisso que teremos que assumir." 
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