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direitos humanos

- Publicada em 03h00min, 30/10/2020.

Após pressão, governadora de SC diz ser contra nazismo

Interina no governo de Santa Catarina, Daniela decide se posicionar

Interina no governo de Santa Catarina, Daniela decide se posicionar


//REPRODUÇÃO/JC
Após ser cobrada a se pronunciar sobre o nazismo, a governadora interina de Santa Catarina, Daniela Reinehr (sem partido), se posicionou sobre o tema. "Antes de mais nada é preciso declarar que sou contrária ao nazismo", disse em nota divulgada nesta quinta-feira. "Sou amiga de Israel e dos judeus, e qualquer ilação contrária não corresponde com a verdade."
Após ser cobrada a se pronunciar sobre o nazismo, a governadora interina de Santa Catarina, Daniela Reinehr (sem partido), se posicionou sobre o tema. "Antes de mais nada é preciso declarar que sou contrária ao nazismo", disse em nota divulgada nesta quinta-feira. "Sou amiga de Israel e dos judeus, e qualquer ilação contrária não corresponde com a verdade."
A afirmação ocorreu depois que a Confederação Israelita do Brasil (Conib) e a Associação Israelita Catarinense (AIC) cobraram que Reinehr repudiasse explicitamente o regime responsável pela morte de mais de 6 milhões de judeus e outras minorias durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). "É importante que ela se pronuncie sobre o assunto e demonstre de forma inequívoca sua rejeição às ideias que levaram ao extermínio de 6 milhões de judeus inocentes", diz a nota assinada por Fernando Lottenberg, presidente da Conib, e Sergio Iokilevitc, presidente da AIC.
Na terça-feira (27), Daniela não especificou quais direitos e liberdades defende e qual regime repudia. Ela foi questionada sobre o tema pelo repórter Fábio Bispo, do site The Intercept Brasil. Daniela já havia sido questionada pela reportagem, por meio de sua assessoria, sobre sua opinião sobre o nazismo, mas ela não respondeu.
A reportagem tentou esclarecer se ela rejeita as ideias do pai, Altair Reinehr, que é professor de história. Ele já escreveu textos em que relativiza medidas do nazismo. Uma fotografia dele, em frente à casa onde nasceu Adolf Hitler, em Braunau am Inn, na Áustria, ilustrou um texto no qual Altair reclama de que "nem é permitido lembrar obras reconhecidamente positivas" de Hitler, citando como exemplo as rodovias construídas pelo regime nazista e os supostos 90% de aprovação popular de que o ditador gozaria.
No texto, o pai da governadora interina afirma ainda que, em Braunau, Hitler, "após uma infância bastante infeliz, teve uma adolescência e juventude marcada por enormes dificuldades, sacrifícios de toda a ordem e notadamente incompreensões".
Além disso, sem citar o genocídio dos judeus, afirma que o nazista, "num curto espaço de tempo, acabou com o problema do desemprego de 6 a 7 milhões de pessoas, revitalizou a indústria, moralizou os serviços públicos e transformou a Alemanha num canteiro de obras".
O pai de Daniela também testemunhou favoravelmente a Siegfried Ellwanger Castan, condenado por racismo por publicar livros antissemitas.
"Antes de mais nada é preciso declarar que sou contrária ao nazismo, assim como sou contrária a qualquer regime, sistema, conduta ou posicionamento que vá contra os direitos individuais, garantias de segurança ou contra a vida das pessoas, e sinceramente, pensei ter deixado isso claro quando fui questionada durante entrevista coletiva concedida na terça-feira (27)", afirmou na nota.
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