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Eleições 2020

- Publicada em 20h47min, 27/10/2020. Atualizada em 17h58min, 28/10/2020.

Ataques e provocações marcam debate entre candidatos de Porto Alegre

Teatro da Amrigs reuniu 10 candidatos à prefeitura de Porto Alegre

Teatro da Amrigs reuniu 10 candidatos à prefeitura de Porto Alegre


/REPRODUÇÃO FACEBOOK GUAÍBA
Pedro Carrizo
O debate de ideias ficou em segundo plano no encontro presencial entre candidatos a prefeitura de Porto Alegre, realizado nesta terça-feira (27) pela Rádio Guaíba, Correio do Povo e Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs). A pouco mais de duas semanas para as eleições, o debate foi marcado por ataques.
O debate de ideias ficou em segundo plano no encontro presencial entre candidatos a prefeitura de Porto Alegre, realizado nesta terça-feira (27) pela Rádio Guaíba, Correio do Povo e Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs). A pouco mais de duas semanas para as eleições, o debate foi marcado por ataques.
"Querias me sacanear, (Nelson) Marchezan (Júnior, PSDB)?", indagou Gustavo Paim (PP), vice-prefeito, referindo divergências sobre um contrato da prefeitura a ser assinado no mandato da atual gestão. O prefeito, em outra situação de confronto com Paim no debate, chamou o vice-prefeito de "lobo em pele de ursinho". "A Manuela (d'Ávila) é uma mentirosa", afirmou Rodrigo Maroni (Pros) sobre a candidata do PCdoB, que pediu direito de resposta, e foi concedido. Essas foram algumas das falas que deram o tom do confronto.
Ao todo seis pedidos de resposta foram feitos durante o debate por candidatos que se sentiram lesados com as declarações de seus adversários. Representantes de Fernanda Melchionna (PSOL), Paim, Maroni e Manuela acionaram a mediação do debate, mas somente a candidatura do PCdoB teve o pedido atendido.
O longo evento, que se estendeu por três horas, das 13h10min às 16h10min, no Teatro da Amrigs, foi dividido em quatro blocos - três destinados ao confronto direto, com candidatos perguntando entre si.
Os principais problemas e desafios abordados para a próxima gestão foram educação, saúde, segurança, transporte público, contas públicas, retomada da economia depois da pandemia e também a imunização da população.
Com audiência virtual, comentários de internautas aconteceram em toda a transmissão. Militantes e cabos eleitorais usaram o espaço para elogiar seus candidatos e criticar adversários. Alguns vereadores também aproveitaram para disseminar "santinhos online".

Candidatos apresentam propostas para o HPS

A saúde foi um dos temas de destaque do debate e abrangeu todo o segundo bloco, quando os concorrentes ao Paço Municipal foram questionados pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs). A pergunta feita pelo presidente da Amrigs, Gerson Junqueira Junior, indagava "quais projetos envolvem o Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre em seus futuros mandatos". Com ordem decidida em sorteio antes do debate, segue um resumo da resposta:
Gustavo Paim (PP)
Alienar o patrimônio público em desuso e transformar em investimento no HPS. Atenção na questão de insumos e infraestrutura. Buscar investimento privado.
Fernanda Melchionna (PSOL)
Abrir mais concursos públicos para suprir falta de funcionários. Governar com a Associação de Servidores do HPS para fazer as reformas necessárias.
Sebastião Melo (MDB)
É preciso diálogo com os profissionais de saúde do local e buscar melhorias na questão de infraestrutura do hospital.
João Derly (Republicanos)
O HPS não tem acessibilidade e está bem sucateado. Faltam servidores, têm alas fechadas por falta de equipamento. Proponho levar o HPS para outro local, onde tenha estrutura modernizada.
Rodrigo Maroni (Pros)
A resposta para o questionamento está com os servidores públicos da saúde.
Nelson Marchezan (PSDB)
O HPS faz 70% mais cirurgias do que fazia antes da minha gestão e tem 40% menos tempo de espera. Entregamos este ano a reforma da Enfermaria, informatizamos o sistema e aprovamos a Lei da Permuta para entregar estruturas novas.
Manuela d'Ávila (PCdoB)
O primeiro a se fazer é ouvir os trabalhadores, que foram ignorados pela administração municipal. Investir dinheiro público para questões relacionadas a falta de insumos e infraestrutura. Valorizar o Samu.
Valter Nagelstein (PSD)
Destinei R$ 600 mil ao HPS, e o governo Marchezan não autorizou repasse. Meu compromisso será priorizar este equipamento tão importante para a Capital.
José Fortunati (PTB)
Valorizamos os profissionais de forma clara em minha gestão. Fizemos ampla reforma da ala de Emergência, com R$ 14 milhões investidos. Desapossamos prédios no entorno do hospital para ampliar o HPS.
Juliana Brizola (PDT)
Sou favorável à reforma do HPS. Temos um programa de obras públicas, que inclui o HPS, para gerar emprego e renda. Também é fundamental valorizar os servidores públicos da saúde e realizar concursos para ampliar o contingente.
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